O Presidente do Brasil não se compromete com uma recandidatura em 2022. Jair Bolsonaro, que decidiu abandonar o Partido Social Liberal (PSL) para formar o Aliança pelo Brasil, deixou em aberto essa possibilidade, após afirmar esta quarta-feira que vai entrar na campanha, «de uma forma ou de outra», mas sem esclarecer se irá candidatar-te à presidência do país.
A saída de Bolsonaro do PSL surgiu na sequência de uma série de desentendimentos entre o chefe de Estado e o presidente do partido, Luciano Bivar. Em causa estão escândalos de corrupção na campanha, como a promoção, com o fundo público eleitoral, de candidaturas femininas falsas e a desordem do grupo parlamentar. O PSL, atirou Bolsonaro, está «cheio de traidores».
A concretizar-se, o Aliança este será o nono partido de Bolsonaro, desde 1989. No entanto, Bolsonoro precisa de cumprir um calendário apertado se quiser que o Aliança entre na corrida às eleições municipais de Outubro de 2020. Assim sendo, por agora, ainda é um projecto de partido, uma vez que o antigo militar necessita de 500 mil assinaturas e vê-las reconhecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.







