Desde 2010 que os portugueses não se endividavam tanto. Pedem dois milhões por hora

As famílias portuguesa pediram emprestado para habitação, consumo e outros fins um total de 14 680 milhões de euros entre Janeiro e Outubro, ou seja, dois milhões de euros por hora. Feitas as contas, são mais 1197 milhões de euros do que o montante concedido no mesmo período de 2018 e um recorde dos últimos 10 anos.

Revista de Imprensa

As famílias portuguesa pediram emprestado para habitação, consumo e outros fins um total de 14 680 milhões de euros entre Janeiro e Outubro, ou seja, dois milhões de euros por hora. Feitas as contas, são mais 1197 milhões de euros do que o montante concedido no mesmo período de 2018 e um recorde dos últimos 10 anos, avança esta quarta-feira o “Diário de Notícias” (DN).

Só em Outubro, os bancos emprestaram quase mil milhões de euros em novos créditos à habitação. Desde o início do ano, foram 8522 milhões, o valor mais alto desde 2010. E o valor de venda das casas em Portugal continua a subir, apesar de mostrar sinais de desaceleração: está 26,9% acima dos níveis pré-crise, em 2007. No terceiro trimestre deste ano, o aumento dos preços foi 14,7%, face ao mesmo período de 2018, mostram dados da Confidencial Imobiliário.

Para consumo, as instituições financeiras concederam 526 milhões de euros às famílias só em Outubro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal. Nos primeiros dez meses de 2019, os bancos emprestaram 4278 milhões, o valor mais alto nos últimos 15 anos e o segundo mais elevado de sempre (desde que existem dados disponíveis). Os novos empréstimos concedidos a particulares para outros fins totalizaram 226 milhões de euros, menos 20,4%.

Segundo o “DN”, as baixas taxas de juro e a descida do custo do crédito incentivam os consumidores a endividarem-se. Por outro lado, as taxas de juro em mínimos de sempre pesam na rentabilidade dos bancos que acabam por aumentar a concessão de crédito para obter mais receita. Por sua vez, a concorrência entre os bancos tem contribuído para a descida dos spreads.

No terceiro trimestre deste ano, a taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação registou três meses consecutivos de mínimos históricos. Em Outubro, subiu ligeiramente para 1,04%. No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias situaram-se em 6,82% e 4,17%, respectivamente.

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