Aquecimento global: Gronelândia perde gelo sete vezes mais rápido do que em 1990

O degelo na Gronelândia está a ocorrer a um ritmo sete vezes superior ao que se verificava na década de 90 e do que era previstos nos vários relatórios elaborados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês). E os efeitos podem vir a ser devastadores.

Executive Digest

O degelo na Gronelândia está a ocorrer a um ritmo sete vezes superior ao que se verificava na década de 90 e do que era previstos nos vários relatórios elaborados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês). E os efeitos podem vir a ser devastadores.

Segundo o “The Guardian”, que cita um estudo da da Universidade de Leeds, no Reino Unido, a Gronelândia perdeu 3,8 mil toneladas de gelo desde 1992. O degelo aumentou de 33 mil milhões de toneladas por ano, na década de 90, para 254 mil milhões de toneladas anuais, nos últimos 10 anos. Em causa estão o aumento da temperatura, muito mais rápido no Ártico do que a média mundial, e o aquecimento das águas do mar. 

O colapso do gelo deixou os investigadores em alerta. A subida do nível do mar está entre os principais riscos climáticos naquela lha dinamarquesa, que pode já ter ultrapassado vários pontos sem retorno, e há centenas de milhões de pessoas estão ameaçadas por fortes inundações. As gerações futuras terão de viver com aumentos do nível do mar, que deverão atingir os 67 centímetros até ao ano 2100, mas sete centímetros do que as previsões iniciais do IPCC. 

Recorde-se que, está a decorrer a 25ª cimeira das Nações Unidas sobre o clima, que se prolonga até sexta-feira, dia 13 de Dezembro. A conferência acontece praticamente a um mês da entrada em vigor do Acordo de Paris, em 2020, ano a partir do qual os países signatários devem apresentar medidas concretas para travar o aumento da temperatura global e estabelecer novas metas para conter as suas emissões carbónicas.

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