O Ministério dos Assuntos da Diáspora de Israel enviou uma carta a 20 líderes europeus em que alerta para o crescimento da rede de operacionais do Hamas no ‘velho continente’, com provas de atividade do grupo terrorista e da Frente Popular pela Libertação da Palestina em várias cidades europeias.
“Semanas passaram desde a barbárie que o Hamas cometeu contra bebés, crianças, idosos e milhares de cidadãos israelenses. Este não é o momento para ambiguidades. Quero esclarecer isso inequivocamente. O Hamas provou que seu objetivo é matar judeus em todos os lugares”, começa por indicar o ministro Amichai Chikli na missiva enviada.
“Desde o massacre, os apelos à violência contra os judeus em todo o mundo aumentaram 120% – uma estatística chocante. Infelizmente, a sede de sangue do Hamas não se limita a Israel e aos judeus, mas também se estende à Europa e aos cristãos. Quero lembrar-vos que, no passado, Os membros do Hamas expressaram a intenção islâmica de conquistar a Europa”, alerta o governante israelita, sustentando que o Hamas tem uma vasta “rede de operacionais ativa por todo o continente” europeu.
As cartas foram enviadas aos líderes de Itália, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Suécia, Dinamarca, República Checa, Hungria e Grécia, bem como a vários representantes e altos oficiais da União Europeia, avança o Jerusalem Post.
“O Hamas opera há muitos anos em todo o mundo, principalmente através de doações secretas”, acrescenta Tzur Bar-Oz, Chefe da Divisão de Investigação e Relações Exteriores do Ministério dos Assuntos da Diáspora, assinalando que o Hamas é “uma rede complexa de ódio que opera em muitos países, incluindo os ocidentais e altamente democráticos”.
O responsável assinala que, por isso, “este fenómeno deve ser desenraizado e erradicado o mais rapidamente possível”.
Entre as provas que acompanham as missivas estão declarações e publicações feitas nas redes sociais e outras plataformas, em que a atividade do Hamas é elogiada. É também apresentado, por exemplo, o caso de Amin Abu Rashad, que em 2023 foi preso sob suspeita de transferir milhões de euros da Europa para o Hamas através de organizações solidárias de fachada. Rashad publicou também nas redes sociais um elogio às “mãos” que levaram a cabo os ataques à facada em Jerusalém, em outubro de 2015.
Esperamos que os líderes dos países compreendam o que é o Hamas. E que estas são pessoas extremistas que representam uma ameaça para os cidadãos em todo o mundo, não apenas para os judeus e não apenas para Israel. Já estamos a ver uma resposta de certos países no terreno”, termina Bar-Oz.




