Trump reage ao anúncio de Impeachment: “Vamos vencer!”

Mal ouviu Nancy Pelosi, Donald Trump recorreu ao Twitter para declarar que, se é para ser votada a destituição, quanto mais depressa melhor, para que possa haver então um julgamento justo no Senado.

Executive Digest

Mal ouviu Nancy Pelosi, Donald Trump recorreu ao Twitter para declarar que, se é para ser votada a destituição, quanto mais depressa melhor, mas alerta que o inquérito vai estabelecer um precedente perigoso para futuros presidentes.

“Os democratas da esquerda radical acabam de anunciar que vão tentar destituir-me por nada. Eles já desistiram das acusações ridículas de Mueller, então agora penduram os chapéus em duas ligações telefónicas totalmente perfeitas com o presidente ucraniano …”, refere Trump.

O presidente escreve ainda que o ‘impeachment’ “será usado rotineiramente para atacar futuros presidentes” – o que, sublinha, não é “o que nossos fundadores tinham em mente”.

Trump salienta, no entanto, que existe um lado bom nesta decisão, que é mostrar que “os Republicanos nunca estiveram tão unidos”, e que irá sair vencedor de todo este processo. “Vamos vencer!”, afirma.

A conselheira do Presidente dos Estados Unidos, Kellyanne Conway, também já veio afirmar que a Casa Branca está «bastante preparada» para a votação no Senado dos artigos com vista à destituição de Donald Trump, avança o “CNN”.

Há poucos minutos, a presidente da Câmara dos Representes, anunciou que o processo de impeachment poderá avançar ainda antes do Natal, de acordo com o “The New York Times”. Ao fim de dois meses de investigação, Nancy Pelosi não tem dúvidas de que o chefe de Estado norte-americano procurou obter ganhos políticos para a sua recandidatura presidencial em 2020, abusando do exercício do seu cargo na Casa Branca.

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“A nossa democracia está em jogo, o presidente não nos deixa outra opção a não ser agir”, afirmou Pelosi, acrescentando que “as ações do presidente violaram seriamente a constituição”. “Com tristeza, mas também com confiança e humildade, em lealdade aos nossos fundadores e com o coração cheio de amor pela América, hoje [quinta-feira] vou pedir ao presidente da comissão para avançar com os artigos de destituição”, anunciou.

Em causa está um telefonema, em Julho passado, entre Trump e o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenskii, a quem o republicano terá pedido ajuda para prejudicar Joe Biden, que foi vice-presidente na Administração de Obama e é um dos favoritos à nomeação democrata para as presidenciais de 2020. Esta conversa deu início a um processo de impugnação de Donald Trump, anunciado a 24 de Setembro pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.

Caso o Congresso aprove a destituição, a fase seguinte é um julgamento no Senado, onde os republicanos detêm a maioria. Mas o «impeachment» só resultará na saída de Trump do cargo se for votado favoravelmente por dois terços dos senadores que, até ao momento, têm mantido apoio ao Presidente norte-americano.

Recorde-se que esta é a quarta vez em 230 anos que o Congresso chega perto de acusar e julgar um Presidente dos Estados Unidos. Até agora, só três presidentes americanos haviam sido alvo de impeachment: Andrew Johnson em 1868, por ter destituído o secretário da Guerra à revelia do Senado; Richard Nixon em 1974, por espionagem; e Bill Clinton em 1999, por ter mentido sobre a relação sexual com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Johnson e Clinton acabaram ilibados e Nixon demitiu-se antes mesmo do início do processo.

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