Delegação da FNAM em Bruxelas para denunciar situação dramática do SNS

FNAM lembrou que, face à crise política, o Ministério da Saúde desmarcou as negociações com os médicos e ainda não marcou uma nova data – o que não é o caso de outros ministérios, como o da Administração Interna, onde o trabalho prossegue

Francisco Laranjeira

Uma delegação da FNAM – Federação Nacional dos Médicos – vai ser recebida, esta sexta-feira, a partir das 11 horas, pela comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides. O órgão sindical liderado por Joana Bordalo e Sá vai estar em Bruxelas para se reunir com os eurodeputados portugueses no Parlamento Europeu e com a comissária da Saúde com o objetivo de apresentar um retrato da situação dramática que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS) português e apresentar as soluções da FNAM para que, com urgência, possamos recuperar a carreira médica e salvar o nosso SNS.

“Entregaremos um Manifesto Internacional em defesa dos Serviços de Saúde Pública, assinado tanto pela FNAM como pela Confederação Estatal de Sindicatos Médicos (CESM), a nossa congénere em Espanha, com as propostas dos médicos para melhorar as condições de trabalho e atraí-los para o SNS”, apontou a responsável.



A greve de dois dias protagonizada pela FNAM teve elevados níveis de adesão: Joana Bordalo e Sá avançou que milhares de consultas e cirurgias foram canceladas e que a adesão é de 85%, número que não corresponde ao avançado pelo Ministério da Saúde, que aponta para 26,7%. As críticas ao ministério, em particular ao ministro Manuel Pizarro, não perderam força.

“Se nada for feito, o Serviço Nacional de Saúde vai deteriorar-se ainda mais”, avisou a líder sindical. “É necessária uma resposta porque os médicos vão continuar a rescindir, a ir para o setor privado, a emigrar, e não é isto que se pretende do Serviço Nacional de Saúde”, reforçou Joana Bordalo e Sá. “Não há falta de médicos em Portugal, há falta de médicos no SNS.”

A FNAM lembrou que, face à crise política, o Ministério da Saúde desmarcou as negociações com os médicos e ainda não marcou uma nova data – o que não é o caso de outros ministérios, como o da Administração Interna, onde o trabalho prossegue, o que, segundo Joana Bordalo e Sá, é um sinal de desprezo de Manuel Pizarro pelos utentes e o SNS, pelo que é “fundamental” que as negociações voltem.

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