Companhias aéreas com maior atividade em Portugal rejeitam erradamente 61% dos pedidos de compensação

A espanhola Vueling Airlines, a irlandesa Ryanair e a britânica EasyJet surgem no topo da tabela da AirHelp, organização especializada em direitos dos passageiros aéreos.

Ana Rita Rebelo

Dez das companhias aéreas com maior actividade em Portugal, como a Vueling, a Ryanair e a easyJet, rejeitaram «erradamente» mais de metade dos pedidos de compensações, alertou em comunicado a AirHelp, organização especializada em direitos dos passageiros aéreos.

«Em média, 61% dos pedidos de compensações foram injustamente rejeitados pelas companhias, impossibilitando os passageiros de receberem o dinheiro a que têm direito», mais 30% do que em 2018, refere.

Entre as 10 companhias aéreas com mais actividade no país, a espanhola Vueling Airlines, a irlandesa Ryanair e a britânica EasyJet surgem no topo da tabela, pela negativa. De acordo com a AirHelp, quase todos os pedidos submetidos à Vueling são rejeitados. A Ryanair rejeita 98,4% dos pedidos considerados elegíveis, enquanto a Easyjet recusa 87,3%. Já a TAP surge em oitavo lugar, com «40,6% dos pedidos de compensação negados injustamente».

«As companhias aéreas não estão a ‘jogar limpo’», acusa Carolina Becker, especialista em direitos dos passageiros aéreos da AirHelp, que denuncia a «tentativa flagrante» das empresas «se esquivarem das responsabilidade locais». E, por isso, considera, «não é de admirar que dois em cada três passageiros desistam depois do seu pedido de compensação inicial ter sido rejeitado».

Posição Companhia aérea Taxa de compensações rejeitadas erradamente (2019)
1. Vueling Airlines 99,9%
2. Ryanair 98,4%
3. EasyJet 87,3%
4. British Airways 66,6%
5. Aer Lingus 55,4%
6. Lufthansa 52,7%
7. Air Europa 52,4%
8. TAP Air Portugal 40,6%
9. Air France 31,4%
10. Transavia Airlines 28,0%

 

Continue a ler após a publicidade

«É extremamente injusto que as companhias aéreas rejeitem pedidos de compensação como uma tática para privar os passageiros do dinheiro que lhes pertence por direito», continua.

Dados da AirHelp mostram ainda que, este ano, cerca de 7,6 milhões de passageiros foram afectados por perturbações em voos em Portugal. Desses, «milhares vão envolver-se em batalhas legais e enfrentar lutas impossíveis para reivindicar o dinheiro a que têm direito».

Por lei, atrasos superiores a três horas, cancelamentos e impedimentos de embarque podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por passageiro. O pedido de compensação pode ser submetido até três anos depois da data do voo.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.