12 microgramas por metro cúbico no prazo de 24 horas. É este o valor máximo que o ar que respiramos deve apresentar em termos de PM2.5, as pequenas partículas que poluem e prejudicam a sua qualidade. O limite é estabelecido pela United States Environmental Portection Agency (EPA) e, de acordo com um mapa interactivo do New York Times, é ultrapassado em Lisboa.
Na capital portuguesa, a poluição no dia de pior qualidade do ar registado este ano ascendeu a 48 µg/m3. Segundo a mesma publicação, este nível não é considerado saudável para grupos sensíveis. No Porto, os níveis são muito semelhantes, atingindo os 47 µg/m3.
Mas, atenção, Lisboa e Porto não estão entre os piores casos. Na Califórnia, por exemplo, os incêndios que assolaram este estado norte-americano no ano passado fizeram com que os níveis de poluição chegassem perto dos 200 µg/m3. Um valor como este leva as autoridades a aconselhar a população a limitar qualquer actividade ao ar livre.
Um caso ainda mais grave teve lugar em Nova Deli, no mês passado. Nesta cidade no Norte da Índia, o índice de poluição no ar ultrapassou os 900 µg/m3, sendo que o máximo previsto na escala da EPA é de 500.
Estima-se que a poluição do ar tenha sido responsável por 4,2 milhões de mortes em todo o mundo, em 2015, sendo que a maioria diz respeito ao Este e Sul do continente asiático. Na origem da poluição está o carvão queimado em centros de produção energética, o gasóleo utilizado pelos veículos automóveis e os químicos associados a processos industriais. A madeira queimada durante incêndios florestais também faz parte da lista de factores.
Regra geral, não é possível ver estas partículas, uma vez que são 35 vezes mais pequenas do que um grão de areia. No entanto, quando a concentração é elevada, podem formar uma espécie de nuvem.














