Os preços dos automóveis eléctricos deverão estar ao nível que os de combustão interna já em 2023, devido à redução dos custos com as baterias e a massificação das vendas dos carros com motor eléctrico, prevê o estudo Electric Vehicle Outlook 2019, divulgado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).
No ano passado, as vendas mundiais de automóveis eléctricos superaram a fasquia dos dois milhões de unidade e em 2025 BNEF prevê que atinjam os 10 milhões. As estimativas apontam também para que em 2023 as vendas ascendam a 28 milhões de unidades, um número que duplicará em 2040. Nesse ano, a BNEF prevê que os eléctricos vendidos (cerca de 56 milhões) venham a representar 57% das vendas e os eléctricos em circulação a 30% do total.
A descida dos preços dos veículos eléctricos deverá ser influenciada pela redução da factura dos custos das baterias. Desde 2010, os preços baixaram 87% em termos reais, para 156 dólares por quilowatt-hora e a BNEF prevê que caiam para 100 dólares em 2023. Anos mais tarde, em 2030, o mercado de baterias para veículos eléctricos deverá valer 116 mil milhões de dólares, indica ainda o relatório, sublinhando que este valor não inclui os investimentos na cadeia de fornecimento.
Acrescenta ainda que, o número de veículos de passageiros eléctricos deverá rondar os 508 milhões, uma revisão em baixa face às previsões da BNEF no ano passado, que eram de 559 milhões, sendo que o crescimento «mais agressivo do que o antecipado» da mobilidade partilhada (táxis, ride sharing e car sharing) conduzirá a uma quebra. Com um peso actual de 5%, a mobilidade partilhada deverá em 2040 valer 19% do total de quilómetros percorridos anualmente.











