O presidente turco considerou, esta quarta-feira, o Hamas como “um grupo de libertação (‘mujahideen’) que trava uma batalha para proteger a sua terra” e não como um grupo terrorista: numa reunião no seu partido AK, no Parlamento da Turquia, Recep Tayyip Erdogan salientou que “Israel pode ver o Hamas como uma organização terrorista, juntamente com o Ocidente. Mas a Turquia não lhes deve nada”.
“Israel está realizando um dos ataques mais sangrentos e brutais da história”, acusou Erdogan, salientando que “por si só é uma indicação que o objetivo não é autodefesa, mas um crime de atrocidade contra a humanidade. Não se encontra outro país que bombardeie cidades dias e noite. Este Israel está a matar crianças”.
O presidente turco anunciou ainda que cancelou a viagem a Israel – “tínhamos um projeto de ir a Israel, mas foi cancelado, não iremos”, referiu Erdogan – apelando para um cessar-fogo “imediato”. “Todas as partes devem tirar as mãos do gatilho e deve ser declarado imediatamente um cessar-fogo. Deve ser aberto um corredor para atender às necessidades urgentes em Gaza”.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, acusou Israel de “um crime contra a humanidade” na sua campanha em Gaza. “Atacar os nossos irmãos palestinianos, incluindo crianças, pacientes e idosos, mesmo em escolas, hospitais e mesquitas, é um crime contra a humanidade”, concluiu.









