Os apartamentos continuam a representar uma grande fatia do mercado habitacional em Portugal, no entanto, registou-se uma grande procura por moradias, principalmente nos concelhos de Cascais, Sintra e Guimarães.
Estes dados são referentes aos números de transações da Re/Max Portugal, que foi responsável por 11.258 transações imobiliárias de moradias, 968 de arrendamento e 10.290 de compra/venda.
Segundo dados da rede imobiliária, foram fechados negócios deste tipo de imóvel em 289 concelhos, cerca de 94% do número total de concelhos em Portugal.
Os números referentes aos primeiros nove meses de 2023 mostram que os portugueses são quem mais adquire ou a arrenda moradias, tendo sido responsáveis por 79,5% das transações. No investimento estrangeiro, são os brasileiros, norte-americanos e ingleses os que mais privilegiam este tipo de imóvel.
Cascais lidera o ranking de transações de moradias em território nacional, seguida de Sintra e Guimarães. O 4º ligar é ocupado por Torres Vedras (208 transações), seguida de Évora (199 transações), Vila Nova de Gaia (197), Braga (181), Almada (173), Setúbal (168) e Alenquer (156).
| Transações de Moradias por Concelhos | janeiro-setembro 2023 | ||||
| Ranking | Concelho | Arrendamento | Compra/Venda | Total de transações |
| 1º | Cascais | 50 | 263 | 313 |
| 2º | Sintra | 54 | 218 | 272 |
| 3º | Guimarães | 19 | 194 | 213 |
| 4º | Torres Vedras | 23 | 185 | 208 |
| 5º | Évora | 44 | 155 | 199 |
| 6º | V. N. Gaia | 25 | 172 | 197 |
| 7º | Braga | 16 | 165 | 181 |
| 8º | Almada | 16 | 157 | 173 |
| 9º | Setúbal | 10 | 158 | 168 |
| 10º | Alenquer | 10 | 146 | 156 |
Os dados mostram ainda que tem havido um crescimento do número de nacionalidades estrangeiras em negócios de compra/venda, com destaque para os cidadãos de origem brasileira, com quase 17% do total de arrendamentos e 4% dos negócios de compra/venda.
Seguem-se os norte-americanos, ingleses, franceses, alemães e holandeses.
Os T3 foram os mais procurados neste período, com 38,9%, a que se seguiram os de tipologia T2 (25,5%) e os T4 (19%), quer no que se refere a negócios de arrendamento, quer em negócios de compra/venda de moradias.
“Os apartamentos continuam a ser, como sempre foram nas últimas décadas, a grande fatia do mercado habitacional. Não obstante, as famílias que optam por moradias deve-se ao facto deste tipo de imóvel oferecer mais espaço em comparação com apartamentos, o que é especialmente importante para uma família grande ou uma que necessite de uma maior área de armazenamento. Por outro lado, as moradias proporcionam maior privacidade do que apartamentos, pois não compartilham paredes e corredores com outros residentes, além de que é possível ter um quintal ou um jardim, algo que pode ser usado com maior liberdade”, explica Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal.








