“Civis já bebem água contaminada”: Hamas desmente que Israel tenha voltado a ‘abrir as torneira’ em Gaza

O Hamas nega que Israel tenha cumprido a ‘promessa’ que fez de retomar o abastecimento de água a Gaza e que, perante a falta deste recurso na região, os civis já se estão a ver forçados a beber águia contaminada.

Pedro Gonçalves

O Hamas nega que Israel tenha cumprido a ‘promessa’ que fez de retomar o abastecimento de água a Gaza e que, perante a falta deste recurso na região, os civis já se estão a ver forçados a beber águia contaminada.

“Os civis já bebem água contaminada, o que é uma grave crise de saúde que ameaça a vida dos cidadãos”, lamentou o porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, em declarações à agência Reuters.



Recorde-se que, no domingo, Israel anunciou que iria retomar o abastecimento de água a algumas partes da Faixa de Gaza, que tinha cortado há uma semana, no seguimento da ofensiva lançada pelo Hamas.

O ministro israelita da Energia anunciou que voltaria a correr água na zona sul do enclave. “A decisão para retomar o abastecimento de água ao sul da Faixa de Gaza foi acordado entre o primeiro-ministro Netanyahu e pelo Presidente dos EUA Joe Biden, e irá ‘empurrar’ a população para a parte sul da Faixa de Gaza”, indicou Israel Katz.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan, anunciou ao The Times of Israel que fonte governamental israelita havia garantido que as torneiras já tinham voltado a funcionar em algumas localidades a sul, e que Jerusalém também passaria a permitir que comida, água e medicamentos começassem a passar a fronteira, aliviando o cerco a Gaza.

No entanto a mesma fonte assegura que o governo de Netanyahu vai continuar o bloqueio ao fornecimento de eletricidade e combustíveis.

Israel Katz, nas redes sociais, também assegurou o mesmo: “Ajuda humanitária a Gaza? Nenhum interruptor vai ser ligado e nenhuma torneira será aberta e nenhum camião com combustível irá entrar até os israelitas feitos reféns regressem a casa”, escrevei nas redes sociais o ministro israelita, na quinta-feira.

Parece que, em pelo menos metade, a opinião não mudou.

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