João Matos Fernandes, afirma que o negócio da concessão de exploração de lítio em Montalegre “não pode não ser para avançar”. Na Grande Entrevista da RTP, reafirmou que esta atividade é importante para Portugal atingir a neutralidade carbónica.
O ministro do Ambiente diz que não encontra motivos para tanta polémica à volta de um negócio que é “absolutamente cristalino” e que cumpre a lei.
“Confesso que não consigo entender a insídia que está por detrás deste caso que, afinal, não é caso nenhum”, afirmou.
Questionado sobre os dois processos que chegaram a tribunal, um pela associação Montalegre Com Vida, e outro por António Marques, antigo acionista da empresa Lusorecursos, Matos Fernandes rejeitou a ideia de que o contrato em causa possa vir a ser anulado.
“Aquilo que admito é que o tribunal discuta que direitos pode ter na empresa Lusorecursos, por exemplo, António Marques. Não mais”, frisou.
O governante defendeu que no contrato do negócio da exploração do lítio “foram cumpridos todos os requisitos formais”, razão pela qual, “com toda a naturalidade, o contrato foi assinado”.




