António Costa revelou, na passada terça-feira, na Assembleia da República, que o Governo prepara a aprovação no Conselho de Ministros, que acontece esta quinta-feira, de uma medida “que permitirá a redução e estabilização por dois anos do montante da prestação mensal, assim garantindo previsibilidade, ou seja tranquilidade, à vida das famílias portuguesas”.
A habitação, referiu o primeiro-ministro, “não descobrimos agora que se trata de uma prioridade nem começámos a construir a casa pelo telhado, salientando que “em 2018, definimos a nova geração de políticas de habitação. Em 2019, aprovámos a primeira lei de base da habitação. Em 2020, negociámos a inscrição no PRR de 2,7 mil milhões de euros para o investimento em habitação, que foi reforçada entretanto em 500 milhões de euros”.
“Temos uma meta concreta: aumentar a oferta pública de habitação em 32,8 mil fogos até 31 de dezembro de 2026. Todo este trabalho está no terreno e tem já resultados: 277 municípios já contratualizaram com o Estado a sua estratégia de habitação. Cerca de 18 mil já estão em fase de obra ou de projeto”, referiu António Costa, destacando o reforço da dotação do programa Porta 65.
“A atual crise inflacionista e os sucessivos aumentos das taxas de juro exigiram medidas de natureza conjuntural para apoiar as famílias”, apontou, reforçando que “para as famílias que têm crédito à habitação reintroduzimos a bonificação dos juros e vamos agora melhorar para alargar o universo de beneficiários”.




