Um ataque com mísseis ucranianos a um estaleiro, em Sebastopol, na Crimeia, causou esta semana graves danos a um navio e submarino russo: Kiev salientou que os estragos nos navios em questão significava que não poderiam ser reparados, já o Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque mas salientou que as embarcações seriam totalmente reparadas e voltariam ao serviço.
No entanto, imagens aéreas do estaleiro tiradas pela empresa ‘Black Sky’, na véspera e no dia do ataque realizado esta quarta-feira, mostram os dois navios em doca seca visivelmente danificados.
Flames engulfed the #Sevastopol Shipyard in #Russia occupied #Crimea after a fiery, late-night Ukrainian cruise missile attack. This is the largest attack on Sevastopol’s naval headquarters, according to the @nytimes.#Ukraine #OSINT pic.twitter.com/3xIR2DyZyz
— BlackSky (@BlackSky_Inc) September 13, 2023
New Sevastopol dry dock higher resolution satellite image shows heavy damage on both ships hit; Ropucha landing ship and Kilo submarine.#Sebastopol https://t.co/snrsyfdIY4 pic.twitter.com/xbvVAdhzG5
— Tom Bike (@tom_bike) September 13, 2023
“O navio de desembarque da classe Minsk Project 775 Ropucha e os submarinos da classe Rostov-on-Don Kilo… sofreram danos”, escreveu a empresa, na rede social ‘X’.
O ataque foi visto pelos analistas militares como o maior ataque de guerra em Sebastopol, que abriga a Frota Russa do Mar Negro. As forças russas tomaram a península da Crimeia da Ucrânia e anexaram-na em 2014. Um alto oficial militar ucraniano confirmou, ao jornal ‘POLITICO’, que os pilotos ucranianos usaram o míssil de cruzeiro britânico Storm Shadow para o ataque.
“As forças ucranianas aproveitaram uma rara oportunidade para atingir um submarino enquanto estava na superfície do mar. Foi a primeira vez que mísseis ar-ar foram usados com sucesso contra um submarino”, frisou o especialista militar ucraniano Roman Svitan, que comparou a importância da operação ao naufrágio do cruzador ‘Moskva’, no ano passado, no Mar Negro: “Diria que este é um sucesso ainda maior.”





