Clóvis Abreu, um dos suspeitos na morte do agente da PSP Fábio Guerra, ocorrida em março do ano passado, após violentas agressões à porta da discoteca Mome, em Lisboa, está em fuga às autoridades desde então. No entanto, segundo revelou o advogado do suspeito, este deverá entregar-se à Justiça este fim de semana, no sábado.
O advogado Aníbal Pinto, que representa Clóvis Abreu, enviou um email a dar conta de que o seu cliente se entregaria às autoridades, ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DIAP), segundo relata o Correio da Manhã.
O causídico ainda juntou uma procuração, que dá conta de que Clóvis Abreu só regressará a Portugal no sábado de manhã, sendo que poderá ser ouvido logo na tarde desse dia por um juiz.
Aníbal Pinto confirmou a informação à Lusa: “Confirmo que fiz um requerimento a dizer que vai voltar sábado e quer ser ouvido e apresentar-se voluntariamente”.
Questionado sobre as razões para o ‘timing’ desta decisão, que ocorre após o julgamento e condenação dos outros dois envolvidos – os ex-fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, a 20 e 17 anos de prisão, respetivamente -, Aníbal Pinto sublinhou que o Ministério Público é que não respondeu ao pedido de Clóvis Abreu para ser ouvido.
“Aguarda resposta do Ministério Público. A razão é que ele pediu há mais de um ano para ser ouvido e nunca teve resposta. Agora vai voltar”, afirmou, assegurando também não saber o paradeiro do seu constituinte.
Clóvis foi detido logo na fase inicial da investigação, mas acabou por sair em liberdade e fugiu, não sendo visto desde então. Chegou a prometer que se entregaria voluntariamente, o que não veio a acontecer.
Chegou a pensar-se que teria escapado para Espanha, o que levou as autoridades espanholas a lançar um alerta.
Recorde-se que os outros suspeitos da morte de Fábio Guerra, os ex-fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, foram recentemente condenados a 20 e 17 anos de prisão, respetivamente.
O agente da PSP Fábio Guerra, 26 anos, morreu em 21 de março de 2022, no Hospital de São José, em Lisboa, devido a “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo no exterior da discoteca Mome, em Alcântara, quando se encontrava fora de serviço.







