Os países do G20 aumentaram as emissões per capita em quase 7% provenientes da energia a carvão desde 2015: a China e a Índia acrescentaram novas centrais às existentes e a contagem de CO2 per capita da Austrália é quase três vezes maior do que a média mundial, alertou um estudo publicado esta terça-feira.
Os 20 países mais industrializados do mundo vão reunir-se esta semana na Índia e, dentro destes, sete membros – China, Brasil, Índia, Japão, Coreia do Sul, África do Sul e Estados Unidos – ainda não elaboraram planos para reduzir gradualmente o uso de carvão, denunciou o grupo ambiental Ember.
Os países do G20 respondem por 80% das emissões do setor energético mundial, com o CO2 per capita proveniente da energia a carvão em 1,6 toneladas no ano passado, acima das 1,5 toneladas em 2015 e significativamente superior à média global de 1,1 toneladas, indicou a Ember.
A China, o maior consumidor mundial de carvão e a sua maior fonte de CO2, viu as emissões per capita atingirem 3,1 toneladas em 2022, um aumento de 30% face a 2015, apesar da adição de 670 gigawatts (GW) de capacidade renovável durante o período. Pequim comprometeu-se a reduzir o consumo de carvão mas não antes de 2030. A China continuou a desenvolver novas centrais eléctricas a carvão, com 243 GW de energia a carvão aprovada ou em construção. A Índia também viu as emissões per capita do seu setor do carvão aumentarem 29%, para 0,8 toneladas.
“A China e a Índia são frequentemente responsabilizadas como os grandes poluidores mundiais de energia a carvão. Mas quando se leva em conta a população, a Coreia do Sul e a Austrália foram os piores poluidores em 2022″, referiu Dave Jones, da Ember.
A Austrália reduziu as emissões per capita do carvão em mais de 25% desde 2015, mas ainda permanece em mais de 4 toneladas per capita. As emissões sul-coreanas caíram quase 10%, para 3,3 toneladas per capita, a segunda maior do G20.




