As tensões entre Hungria e Ucrânia, com a Rússia como terceiro vértice na relação, prometem agravar-se depois das declarações de um membro do Governo húngaro , liderado por Viktor Orbán.
Gergely Gulyás, ministro do Gabinete do primeiro-ministro, considerou que os países ocidentais deve dar garantias de segurança à Rússia, e ao mesmo tempo proibirem a Ucrânia de de juntar à NATO, com o objetivo de garantir a paz duradoura.
“O mundo ocidental que apoia a Ucrânia tem de dar garantias de segurança `
a Rússia, mas dar a adesão à Nato aos ucranianos definitivamente não”, considerou Gulyàs num evento numa universidade húngara.
Os comentários surgem semelhantes aos que o primeiro-ministro fez na semana passada, de que o Ocidente “devia fazer um acordo com os russos sobre nova arquitetura de segurança para assegurar segurança e soberania para a Ucrânia, mas não um lugar de membro na Nato”. Orbán também apontou que a Ucrânia não tem qualquer hipótese de sair vencedora da guerra, tendo já afirmado que o país “já não é um Estado soberano” e que, financeiramente “não existe”, gerando fúria em Kiev.
“A Ucrânia não troca os seus territórios ou soberania”, sublinhou, em resposta, Oleh Nikolenk, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em reação às declarações.
Recorde-se que, na semana passada, os ministros dos negócios estrangeiros da UE não conseguiram aprovar a oitava tranche de ajuda militar a Ucrânia, no valor de 500 milhões de euros, depois de a Hungria ter bloqueado esta alocação de fundos, justificando a decisão com o facto de Kiev ter designado o banco de Budapeste OTP como um patrocinador internacional da guerra.





