Vladimir Putin escolheu a China como destino para a primeira viagem internacional desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de detenção por alegados crimes de guerra. O Kremlin já prepara a visita do presidente russo ao Fórum do Cinturão e Rota, em outubro, avançou esta terça-feira a ‘Bloomberg’.
O presidente russo não deixou a Rússia desde que o tribunal de Haia anunciou o mandado em março, embora tenha visitado áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia – faltou mesmo à cimeira do BRICS na África do Sul, há uma semana, depois de o Governo sul-africano ter deixado claro que teria de cumprir a ordem de prisão como signatário do TPI e já informou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que não iria participar na cimeira do G20, marcada para setembro, embora a Índia não seja signatária do tribunal.
Desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Putin apenas viajou para países vizinhos da antiga União Soviética e para o Irão. O presidente russo visitou a China pela última vez em fevereiro de 2022 – menos de três semanas antes de ordenar a invasão – quando participou nos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim e manteve conversações com Xi nas quais os dois lados declararam uma parceria “sem limites”.
Putin só está disposto a visitar países onde o seu serviço de segurança possa garantir completamente a sua segurança e a China é um desses lugares. A China tem prestado apoio diplomático a Putin desde a invasão, embora também tenha procurado recentemente apresentar-se como um mediador no conflito.






