Na próxima vez que for a uma casa de banho pública, e se vir de iminência de usar um secador de mãos de ar quente, vai provavelmente passar a pensar duas vezes antes de usar o aparelho, isto porque pode, na realidade, estar a cobrir as suas mãos, que tinha acabado de lavar, com mais bactérias.
Foi o que apurou um estudo da Universidade do Connecticut, nos EUA. Para investigar isto, os cientistas expuseram caixas de petri ao ar de casas de banho em várias condições, e depois verificaram em laboratório se se verificava o crescimento de bactérias.
Num artigo da Escola de Saúde de Harvard, que destaca a investigação, as caixas de petri expostas “ao ar da casa de banho durante dois minutos com os secadores de mãos desligados só teve uma colónia de bactérias, ou nenhuma”.
Por outro lado, “as caixas de petri expostas ao ar quente dos secadores de mãos da casa de banho, durante 30 segundos, tiveram o crescimento de 254 colónias de bactérias”, verificaram os cientistas, ainda que a maioria tinha, em média entre 18 e 60 colónias bacterianas.
Renée Onque, médica, recomenda na CNBC a ‘fórmula’ para secar as mãos de forma mais segura possível, após as lavar:
– Optar por usar toalhas de papel
– Evitar usar secadores com jatos de ar, associados à disseminação de germes
Os especialistas recordam que quem está em hospitais ou tem sistemas imunitários debilitados deve ter especial atenção a este aspeto, ainda que ressalvem que “o contacto direto com outras pessoas é muito mais provável como meio de transmissão de um agente patogénico”.
E qual a fonte das bactérias e germes que acabam espalhados pelos secadores de mãos? As sanitas.
Os investigadores colocaram filtros de partículas de ar de alta eficiência nos secadores de mãos, para reduzirem ao máximo as bactérias do ar, antes de entrarem nos aparelhos. Assim, verificou-se uma redução das bactérias que cresciam em 75%, provando que a maioria delas vinha do ar da casa de banho.
“Cada vez que uma sanita sem tampa é descarregada, é criada uma nuvem de gotículas e aerossóis com micróbios”, alerta John Ross, professor de medicina da Universidade de Harvard.
Estas pequenas partículas juntam-se no que se chama uma “nuvem fecal”, que de pode espalhar em mais de seis metros quadrados.










