As autoridades russas na Crimeia recomendaram aos turistas e residentes para abandonar a península do Mar Negro, após o ataque à ponte de Kerch, utilizando para isso um corredor terrestre que foi bombardeado pelo menos 22 vezes em junho último – milhares de pessoas têm deixado a Crimeia desde segunda-feira, data do ataque à ponta que liga o território anexado à Rússia.
A Rússia aconselhou as pessoas que procuram partir rapidamente para utilizar estradas através de territórios ocupados pela Rússia na Ucrânia, o que acrescenta centenas de quilómetros às suas viagens e acrescenta o risco de serem apanhado no meio do conflito.
“Peço aos residentes e visitantes da península que se abstenham de viajar pela ponte da Crimeia e, com o objetivo de segurança, escolham uma rota alternativa por terra através das novas regiões”, referiu Sergei Aksyonov, responsável apoiado pelo Kremlin na Crimeia, referindo-se ao quatro regiões da Ucrânia anexadas pela Rússia – Donetsk e Luhansk, Kherson e Zaporizhia, que a Ucrânia prometeu recapturar na sua contraofensiva.
No entanto, segundo a ‘Verstka’, uma agência de notícias russa independente que foi fundada logo após o início do conflito, o corredor terrestre através das quatro regiões foi bombardeado pelo menos 22 vezes pelas forças armadas da Ucrânia nos últimos 30 dias. O bombardeamento foi mais frequente na cidade de Melitopol, na região de Zaporizhia, na cidade portuária de Berdyansk, na mesma região, e em Mariupol, na região leste de Donetsk.
Fugir aos bombardeamentos não é o único problema para quem escolher essa rota: diversos relatos apontam que, imediatamente após o posto de controlo na fronteira da região de Rostov, no sul da Rússia, e na região de Donetsk, na Ucrânia, “a internet desaparece completamente”.
“Os viajantes terão de passar diretamente por Mariupol, onde ‘cada segunda casa foi destruída’ e esta é uma ‘imagem não para crianças'”, denunciou a ‘Verstka’, que referiu ainda aos “altos preços dos combustíveis, má qualidade das estradas e postos de controlo, bem como um grande número de militares armados”.





