O Ministério da Saúde tem até hoje para agendar um regresso à mesa das negociações com os vários sindicatos dos enfermeiros. Caso contrário, as estruturas sindicais deste setor vão avançar com uma greve geral.
O Sindicato dos Enfermeiros (SE), o Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem e o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos “definiram o dia 4 de Julho como a última oportunidade” para que Manuel Pizarro, ministro da Saúde, marcase a primeira reunião negocial.
“Se até essa data nada for feito, compreenda o ministro da Saúde que nos sentimos legitimados para decretar uma greve geral conjunta, prolongada no tempo, de modo a garantir que os direitos dos enfermeiros são cumpridos e respeitados”, avisava o SE em comunicado, citado pelo público, na semana passada.
Recorde-se que, na passada quarta e sexta-feira, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) cumpriu dois dias de greve, com uma adesão acima de 60%.
No ‘aviso’ feito ao Ministério da Saúde, as três estruturas sindicais assinalavam que tinha sido apelado em maio para que Manuel Pizarro se voltasse a sentar à mesa das negociações com os enfermeiros em junho, o que não se veio a verificar.
“Há, entre os enfermeiros portugueses, um crescente sentimento de revolta, uma vez que vemos cada vez mais esfumar-se a oportunidade de valorização da nossa carreira, uma reivindicação que entendemos ser mais que merecida”, assinala Pedro Costa, presidente do SE.








