Alemanha alerta para o fecho da sua indústria se o gás russo parar de fluir

Robert Habeck, ministro da Economia, sublinhou ser necessários alternativas

Francisco Laranjeira

A Alemanha pode ser forçada a desacelerar ou mesmo desligar a sua capacidade industrial se o acordo de trânsito de gás da Ucrânia com a Rússia não for prorrogado depois de expirar no final de 2024, alertou esta segunda-feira o ministro da Economia germânico, Robert Habeck.

Habeck, que também é o vice-chanceler, deixou o alerta numa conferência económica no leste da Alemanha, sublinhando que os políticos devem evitar “cometer o mesmo erro novamente” de presumir que a economia não será afetada se não existirem precauções para garantir o fornecimento de energia.



“Não há um cenário seguro de como as coisas vão acabar”, referiu Habeck no fórum em Bad Saarow. Capacidade adicional – incluindo um terminal de GNL planeado na costa norte da Alemanha que provocou oposição de moradores e grupos ambientalistas – será, portanto, essencial para manter o abastecimento tanto para a Alemanha Oriental quanto para a Europa Oriental, disse.

Apesar da invasão da Ucrânia pelas forças do Kremlin em fevereiro do ano passado, Kiev ainda está a ganhar taxas de trânsito ao permitir que o gás russo flua através do seu território para países como Áustria, Eslováquia, Itália e Hungria.

Mesmo que algum fornecimento continue além de 2024, é improvável que o atual acordo de trânsito seja estendido em condições semelhantes, dada a falta de apoio político, de acordo com um relatório do ‘Center on Global Energy Policy’ publicado na semana passada.

“As negociações diretas entre a Ucrânia e a Rússia sobre a extensão do contrato de trânsito parecem altamente implausíveis no ambiente atual”, revelaram as autoras do relatório, Anne-Sophie Corbeau and Tatiana Mitrova.

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