Marc Tarabella, o eurodeputado que foi preso, há três meses, pela polícia belga no âmbito da investigação sobre o ‘Qatargate’ – alegado esquema de corrupção que abalou o Parlamento Europeu -, regressou esta quarta-feira às suas funções. O socialista participou esta manhã numa reunião do comité de pesca – na votação do Regulamento de Restauração da Natureza, tendo falado sobre o impacto ambiental da pesca – e foi visto, mais tarde, a tomar café no 3º andar do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
De acordo com o jornal ‘POLITICO’, que citou um funcionário local, Tarabella “parecia bastante esgotado mas estava acompanhado, pelo que claramente não está tão sozinho e ‘intocável’ quanto Kaili” – Eva Kaili, antiga vice-presidente do Parlamento Europeu, é a principal suspeita de envolvimento no esquema de corrupção. Os ex-eurodeputados estão acusados de crimes de organização criminosa, corrupção e branqueamento de capitais.
O regresso de Tarabella ao Parlamento Europeu deve-se ao facto de ter tido a sua pulseira eletrónica removida há duas semanas, embora ainda mantenha algumas restrições por parte das autoridades.
Os outros dois atuais eurodeputados envolvidos na investigação – Kaili e o italiano Andrea Cozzolino – também reclamam o regresso ao trabalho mas não poderão fazê-lo uma vez que ainda se encontram em prisão domiciliária.
Marc Tarabella é acusado de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro mas proclamou a sua inocência – o veterano político belga já decidiu não se candidatar às eleições para o Parlamento Europeu em 2024 mas pretende cumprir as suas funções até ao fim do mandato.
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