Preço da carne nos mercados europeus dispara 80% desde o final de 2020, revela estudo

Preço da carne vai contra a tendência, uma vez que os produtos agroalimentares na União Europeia estão a inverter a sua fase de alta: no acumulado do ano (dados até março), as quedas tanto nos cereais (-14,3%) como nos laticínios (-12,5%) são apreciáveis

Francisco Laranjeira

O preço da carne nos mercados europeus disparou 80% desde dezembro de 2020, com forte recuperação nos últimos três meses do ano, revelou um estudo do CaixaBank Research, divulgado esta terça-feira pelo jornal espanhol ‘La Vanguardia’.

“O aumento está a ser gradual para a pecuária, principalmente devido ao aumento dos custos de alimentação e energia. Não há outra escolha a não ser repassá-lo ao consumidor final”, explicou Javier Ibañez, autor do relatório.



No entanto, o preço da carne vai contra a tendência da Europa, uma vez que os produtos agroalimentares na União Europeia estão a inverter a sua fase de alta: no acumulado do ano (dados até março), as quedas tanto nos cereais (-14,3%) como nos laticínios (-12,5%) são apreciáveis. Os especialistas avançaram que ainda vai demorar a ver se estas descidas vão consolidar-se e terão impacto na pecuária, fazendo que a escalada do preço da carne pause.

Neste contexto volátil, é muito difícil fazer previsões. “Existem dois fatores que afetam os aumentos: um é a guerra na Ucrânia e o outro é a seca. Não podemos controlar ou prever ambos. Podemos apenas arriscar estimar que, se ambas as circunstâncias desaparecessem, talvez houvesse um regresso à normalidade”, indica Ibañez.

Enquanto isso, os apreciadores de carne fazem as contas: o consumo per capita de carne bovina na UE deve continuar a sua tendência de queda e pode permanecer abaixo de 10 kg em 2023.

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