“Ato miserável de vingança institucional e pessoal”: Boaventura Sousa Santos nega assédio e avança com queixas-crime

Em carta aberta, o professor clamou a sua inocência e afirmou que apenas se reuniu com uma das três investigadoras que o acusam, em reuniões de trabalho

Francisco Laranjeira

O sociólogo Boaventura Sousa Santos vai apresentar queixa-crime contra as investigadoras que o acusaram de assédio sexual. Em carta aberta, o professor clamou a sua inocência e afirmou que apenas se reuniu com uma das três investigadoras que o acusam, em reuniões de trabalho.

“Declaro-me disponível para dar todas as informações e prestar todos os esclarecimentos que me sejam pedidos, quer no âmbito do processo judicial quer no âmbito dos processos internos, que o CES certamente vai pôr em movimento”, acrescentou.



O investigador referiu ainda que a investigadora belga Lieselotte Viaene tinha “um comportamento incorreto e indisciplinado” e que a acusação trata-se de um “ato miserável de vingança institucional e pessoal”. A informação “caluniosa é anónima e assente em boatos, ou seja, em factos para os quais não é oferecida qualquer prova ou modo de chegar a ela”, garantiu Boaventura Sousa Santos, na missiva enviada a todos os membros do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Para o sociólogo, o texto das denúncias “tem uma mistura entre um quadro teórico sólido, retirado da literatura que foi produzida no seguimento do movimento ‘Me Too’, à qual se sobrepõe uma informação empírica assente em referências anónimas, boatos e incidentes não identificados e não provados de maneira a poderem ser contestados”, sublinhou.

“No que respeita às insinuações que me são feitas, quero afirmar que confrontarei qualquer suposta vítima com serenidade e sentido de responsabilidade”, finalizou.

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