Regiões russas podem ser ‘obrigadas’ a cancelar desfiles do Dia da Vitória devido à falta de tanques

Governadores de duas regiões russas expressaram preocupações relativas à segurança durante o anúncio do cancelamento de desfiles militares, que teriam lugar em maio – no entanto, há especialistas que apontaram que os motivos prendem-se com a guerra na Ucrânia

Francisco Laranjeira

Governadores de duas regiões russas expressaram preocupações relativas à segurança durante o anúncio do cancelamento de desfiles militares, que teriam lugar em maio – no entanto, há especialistas que apontaram que os motivos prendem-se com a guerra na Ucrânia.

Os desfiles do Dia da Vitória, a 9 de maio, são realizados em toda a Rússia e partes da antiga União Soviética para comemorar a derrota dos nazis na II Guerra Mundial, conhecida no país como a Grande Guerra Patriótica.



O evento mais proeminente ocorre na Praça Vermelha, em Moscovo, no qual uma marcha de tropa e equipamentos militares dá uma imagem musculada do poderio militar russo.

No entanto, a invasão da Ucrânia levou os governadores dos oblasts de Kursk e Belgorod, que fazem fronteira com a Ucrânia, a cancelar os seus eventos. Segundo a agência de notícias ‘RBC’, Roman Starovoyt, governador de Kursk, citou “razões de segurança” para cancelar o desfile. Também Vyacheslav Gladkov, governador de Belgorod, frisou que o desfile “não seria realizado para não provocar o inimigo com um grande número de veículos e soldados” no centro da capital regional, informou o canal russo do Telegram, ‘ASTRA’.

No entanto, os motivos podem ser outros: segundo a ‘Tendar’, que fornece atualizações sobre a guerra na Ucrânia, defendeu que a decisão foi tomada “porque simplesmente não têm tanques em funcionamento suficientes”.

“Todos os tanques russos são necessários na frente e todos os veículos restantes do desfile são necessários para as cidades maiores”, acrescentou a Tendar, na rede social Twitter, lembrando que há um ano o desfile aéreo em Moscovo foi cancelado, ao que as autoridades russas alegaram ter sido devido “ao mau tempo”.

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