A Mitsubishi pode estar a equacionar o encerramento das suas actividades de produção nos Estados Unidos da América (EUA), numa resposta à queda nas vendas naquele país e ao final dos contratos com a entidade sindical norte-americanas na sua única fábrica local.
A informação é avançada pelo jornal nipónico Nikkei, que cita duas fontes próximas do assunto, indicando que a Mitsubishi está a ponderar encerrar a sua fábrica de Normal, Illinois, integrando-se essa decisão na estratégia da marca de dar mais destaque ao mercado asiático, no qual a procura dos seus produtos continua a ser bastante forte, em contraponto com o que tem sucedido no mercado norte-americano.
No entanto, em resposta a esta notícia veiculada pelo jornal Nikkei, a Mitsubishi Motors preferiu não comentar, indicando apenas em comunicado que “revemos constantemente a nossa base de produção global, incluindo a fábrica dos EUA, para maximizar a eficiência mas ainda não tomámos qualquer decisão”.
A fábrica de Normal, no Illinois, foi inaugurada em 1988 numa parceria com a Chrysler, sendo que no início do milénio a produção naquela infra-estrutura chegou a atingir os 200.000 veículos ali montados anualmente. Contudo, a crise trouxe uma quebra nos números de vendas no país, ainda que ao longo de 2015 a Mitsubishi seja uma das marcas que mais tem recuperado. Com efeito, as vendas da marca dos três diamantes subiram 25%, para 49.544 unidades comercializadas, no primeiro semestre de 2015.
Ainda assim, os custos de manter uma fábrica em solo norte-americano estão a ser analisados pelos responsáveis da marca, que estará agora a tentar vender a fábrica a um outro construtor, procurando de igual forma assegurar junto do sindicato local (United Auto Workers) a manutenção dos 918 postos de trabalho. O contrato do sindicato com a Mitsubishi expira em Agosto, pelo que uma decisão pode estar iminente quanto à manutenção ou não da fábrica em Illinois.
A confirmar-se a saída, a marca não pretende contudo baixar a sua presença comercial no país, depositando, ao invés, confiança na recuperação das vendas, algo que os mais recentes indicadores têm apontado, como atrás foi referido.














