Seguradoras alertam: Agravamento do custo com sinistros vai continuar

A associação que representa o setor dos seguros em Portugal alertou esta segunda-feira para o agravamento do custo dos sinistros em alguns ramos como os de assistência no automóvel, doença, multiriscos ou crédito.

Automonitor

“Os dados relativos ao mês de setembro de 2020 revelam que o sector foi fortemente afetado pela pandemia que se reflete já no agravamento dos custos dos sinistros”, afirma a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), em comunicado citado pelo Expresso.

A associação liderada por José Galamba de Oliveira alerta que “esta tendência deverá estender-se aos restantes ramos de seguros até ao final do ano”.



E adianta que “a nível mundial a indústria seguradora foi a terceira com maior queda e atualmente regista uma recuperação mais lenta em relação a outros setores”, logo a seguir ao “da aviação e hotelaria – dois setores diretamente ligados ao turismo – segundo os dados recentemente divulgados no relatório da McKinsey”.

Um cenário que considera preocupante, apesar de a associação também dizer que o setor em Portugal “continua a demonstrar uma importante capacidade de resiliência, e compromisso com os seus clientes, nomeadamente através das medidas de apoio às famílias, empresas e prestadores de serviços”.

“Existem já mais de 6 milhões os contratos a beneficiar de alterações ou de algum tipo de medida de apoio por parte das empresas de seguros”, afirma a APS. “Além das medidas decorrentes da legislação especial aprovada, foram também voluntariamente adotadas algumas iniciativas de apoio aos clientes e a realização de alterações extraordinárias nas políticas de responsabilidade corporativa e sustentabilidade, em cerca de 70% das empresas de seguros a operar em Portugal”.

A APS sublinha ainda que “os impactos da crise económica no setor revelam-se também através da redução significativa nas carteiras de investimento das empresas de seguros, de quase 4% face ao final do ano anterior. Outro fator a ter em conta é a diminuição do rácio de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) na ordem dos 6%, cifrando-se agora em 179%”.

A associação explica que as seguradoras continuam a assegurar “a transferência de contribuições regulares, em diferentes áreas, como por exemplo a saúde, ao canalizar para o INEM um valor superior a 125 milhões de euros/ano ou para o Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil, para o qual são transferidos mais de 35 milhões de euros por ano”.

“As empresas seguradoras decidiram prorrogar o âmbito temporal do Fundo Solidário até 30 de junho de 2021, no valor de 1,5 milhões”, adianta. Um fundo que se destina “a apoiar os familiares de um conjunto de profissionais que, no exercício da sua profissão ou de missão voluntária, tenham testado positivo a doença COVID-19 e, em consequência dela, tenham falecido ou venham a falecer”.

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