UE quer fim de carros com motores de combustão em 2050

A Comissão Europeia enviou ao Parlamento e Conselho da União Europeia um documento que servirá de base à nova Lei do Clima Europeia.

Automonitor

Segundo adianta o jornal espanhol Cinco Días, o projecto estabelece 2050 como o ano em que os veículos com motor de combustão chegarão definitivamente ao fim. O objetivo é que, no prazo de 30 anos, a comunidade atinja a neutralidade climática, ou seja, zero emissões líquidas.

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Para que isso seja possível, é necessário que o equilíbrio de emissões seja de 100%. Por outras palavras, os gases com efeito de estufa emitidos para a atmosfera devem ser compensados na totalidade pela captação de carbono, seja através de recursos naturais (como as florestas) ou artificiais (solução ainda por desenvolver). O objetivo anterior passava por cortar as emissões entre 80 e 90% até 2050.

A mesma publicação refere que o projecto de lei deverá receber luz verde por parte das instituições responsáveis. Além da meta final de 2050, aponta a uma redução das emissões de dióxido de carbono entre 50 e 55% já em 2030 (em comparação com os níveis de 1990). Até agora, o objectivo era de um corte de 40%.

O projeto de lei dá destaque a algumas das propostas mais ambiciosas do chamado Pacto Verde, apresentado por Ursula von der Leyen no final do ano passado. A presidente da Comissão Europeia deu a conhecer este pacto apenas alguns meses depois de ter chegado ao novo cargo.

De acordo com o Cinco Días, a captação de carbono através de meios naturais situa-se, neste momento, em cerca de 20% das emissões totais. Em 2050, para que haja neutralidade carbónica, será necessário que apenas as actividades sem qualquer alternativa recorram a processos que impliquem combustão – como é o caso da aviação ou de indústrias que precisem de temperaturas muito elevadas.

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Isto significa que todos os outros sectores deverão ser afectados pela nova Lei do Clima Europeia, mas mais particularmente o transporte rodoviário e o setor de energia.

O projeto de lei refere que é preciso “adoptar medidas suplementares e todos os sectores terão de contribuir, já que as políticas actuais devem reduzir as emisões em apenas 60% até 2050”. Diz o documento que ainda há muito a ser feito para alcançar o objetivo proposto.

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