O cerco das forças russas a Mariupol tem sido particularmente brutal. A cidade tem sido massacrada e enfrenta uma verdadeira crise humanitária. Para Vladimir Putin a conquista de Mariupol parece ser estrategicamente relevante, pois permitiria ligar o Donbass e unir a Rússia à Crimeia.
A missão de conquistar Mariupol foi por isso confiada ao número dois no comando das forças armadas, o general Mikhail Mizintsev, que tem sido auxiliado por um dos homens mais leais a Putin, o líder checheno, Ramzan Kadyrov.
O El Mundo refere que Mizintsev dispõe de cerca de 15 mil homens e as bombas que desejar usar. Do outro lado o número da resistência ucraniana é substancialmente inferior: Três mil soldados ucranianos liderados pelo comandante do Batalhão Azov, Denis Projipenko.
O general Mizintsev está há 10 anos à frente do comando da defesa nacional russa e de todas as frentes de vingança de Putin, do Cáusaso à Síria. Teoricamente, este general russo é de uma patente e de um nível demasiado alto para liderar uma zona específica da ofensiva na Ucrânia, mas a importância de Mariupol para a Rússia parece justificar a presença de Mizintsev.
Terá sido este general a ordenar, a partir de Moscovo, o ataque a infraestruturas civis em Mariupol para endurecer o cerco. Também terá sido Mizintsev que aumentou de forma gradual a potência e o número de ataques aéreos sobre Mariupol, e que ordenou o bombardeamento de refúgios civis, como o teatro desta cidade ucraniana, no qual morreram 300 pessoas.
O principal objetivo de Mizintsev passa agora por esmagar a resistência liderada por Projipenko. Nas redes sociais ucranianas diz-se que está a ser replicada a história de David – Projipenko – contra Golias – o general russo.













