O militar neonazi Mário Machado vai deixar a Ucrânia, onde esteve uma semana, para regressar a Portugal, por sentir que já tinha “cumprido a sua missão”. A informação foi confirmada pelo seu advogado, ao ‘Expresso’.
Machado rumou a Ucrânia para prestar ajuda humanitária, mas agora José Manuel Castro revela que o neonazi decidiu voltar para casa, algo que nada teve que ver com alguma proibição por parte das autoridades ucranianas. “Quis vir embora. Tinha cumprido a sua missão”, referiu.
O responsável, arguido num processo de posse ilegal de arma, no âmbito do qual foi detido em flagrante delito na sua casa, em 09 de novembro de 2021, estava sujeito às medidas de coação de termo de identidade e residência (TIR) e obrigação de apresentações quinzenais às autoridades.
Contudo, na sexta-feira o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa deferiu o pedido de Mário Machado de levantamento dessa medida de coação, para “ir para a Ucrânia prestar ajuda humanitária e, se necessário, combater ao lado das tropas ucranianas”.
A juíza considerou que tendo em conta “a situação humanitária vivida na Ucrânia e as finalidades invocadas para a sua pretensão, o arguido podia deixar de cumprir a medida de coação enquanto estiver ausente no estrangeiro”. Agora terá de voltar a cumprir a pena.
A Ucrânia repudiou a sua ida para o país. O coronel Sergii Malyk, adido militar da Embaixada da Ucrânia em França, referiu que por conta dos crimes de que é acusado, Machado não podia ajudar o país.
“Se souberem de pessoas deste tipo que queiram ir para a Ucrânia digam. Não queremos indivíduos deste género no nosso país”, sublinhou ao ‘DN’, acrescentando que querem “impedir a infiltração de elementos criminosos e não confiáveis na Ucrânia e nas suas Forças Armadas.”




