Controversas férias de Bolsonaro no final de 2021 saíram caras aos cofres brasileiros

Comissão do Senado brasileiro aprovou um requerimento para esclarecer as despesas do presidente com os chamados cartões corporativos.

Executive Digest

As férias de Jair Bolsonaro no final do ano passado custaram mais de 900 mil reais (mais de 150 mil euros) aos cofres públicos brasileiros, segundo as informações que a Secretaria-Geral da Presidência deu ao jornal O Globo. A Secretaria-Geral não entrou em pormenores relativamente aos gastos do presidente e da sua comitiva.

As férias de Bolsonaro em Santa Catarina foram muito criticadas no Brasil, uma vez que aconteceram na mesma altura em que a Bahia foi atingida por cheias que mataram 25 pessoas. Ainda assim, o presidente optou por manter o período de férias.



Na altura, Bolsonaro insurgiu-se contra as críticas e contra quem dizia que estava de férias. “Sou um presidente que não tem férias. É maldoso dizerem que estou de férias”, afirmou.

Os dados oficiais mostram que entre 18 de dezembro de 2020 e 5 de janeiro de 2021, as férias de Bolsonaro custaram aos cofres públicos brasileiros 2,4 milhões de reais (mais de 415 mil euros).

Em janeiro, O Globo já tinha noticiado que Bolsonaro gastou até ao final do ano passado 29,6 milhões de reais (cerca de cinco milhões de euros) com cartões corporativos do governo federal. O montante é 18,8% superior aos 24,9 milhões de reais (4,3 milhões de euros) gastos durante o mandato presidencial anterior, que foi dividido entre Dilma Rousseff e Michel Temer.

Face às repetidas polémicas com os gastos do presidente, a Comissão de Transparência, Fiscalização e Controlo do Senado brasileiro aprovou um requerimento feito por um senador do PT para que as despesas nos cartões corporativos de Bolsonaro e dos funcionários da presidência sejam esclarecidos, segundo o UOL.

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