Portugueses adiam compra de casa. Valores são os mais baixos desde 2017 e procura internacional arrefece

Apesar de se ter mantido resiliente durante a pandemia e a crise económica, os últimos números mostram que, em Portugal, a procura tem decrescido, sendo preciso recuar cinco anos para encontrar valores semelhantes.

Revista de Imprensa

Apesar de se ter mantido resiliente durante a pandemia e a crise económica, os últimos números mostram que, em Portugal, a procura tem decrescido, sendo preciso recuar cinco anos para encontrar valores semelhantes.

De acordo com os dados recolhidos pelo ‘Diário de Notícias’, no quarto trimestre de 2022 foram vendidas pouco mais de 38.500 residências, menos 16% que no mesmo período de 2021. A última vez que um número de aquisições equivalente foi registado foi no quarto trimestre de 2017.



Os portugueses parecem começar a adiar a aquisição de nova habitação, o que se revela com o valor das transações que registou entre os meses de outubro e dezembro de 2022 os 7,4 mil milhões de euros, uma quebra de 10,5% face ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados do INE.

Da mesma forma que se registou um arrefecimento na procura, também se verifica um abrandamento no crescimento do preço das casas no país.

Mas não são só os portugueses que estão a adiar a compra de casa. A análise do ‘DN’ dá conta que a procura internacional também arrefeceu entre outubro e dezembro de 2022.

Neste período, adquiriram-se um total 32.847 casas, menos 16,4% do que no período homólogo anterior, e o investimento foi de menos 12,4%, perfazendo um total de 6,2 mil milhões de euros.

Destes, foram vendidas 2.616 residências a compradores internacionais, das quais 1.336 são referentes a cidadãos da União Europeia e 1.280 a investidores de outros países, o que resulta num decréscimo homólogo de 20,6%.

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