Euro estável e libra com pequena subida. “Mercados veem os problemas circunscritos aos EUA”, diz Diretor-Geral da Ebury

Os últimos dias estão a ser marcados por consecutivos colapsos na banca norte-americana. A falência do Silicon Valley Bank e do Signature Bank fizeram disparar os alarmes na Europa, mas os problemas podem mesmo estar circunscritos ao outro lado do Atlântico.

André Manuel Mendes

Os últimos dias estão a ser marcados por consecutivos colapsos na banca norte-americana. A falência do Silicon Valley Bank e do Signature Bank fizeram disparar os alarmes na Europa, mas os problemas podem mesmo estar circunscritos ao outro lado do Atlântico.

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No fecho de sexta-feira, os tradicionais refúgios de risco nos mercados de câmbio, o franco suíço e o iene japonês, lideraram as subidas. “Surpreendentemente, o euro ficou estável e a libra conseguiu até mesmo uma pequena alta, um sinal de que os mercados veem os problemas circunscritos aos EUA”, explica à Executive Digest do Diretor-Geral da Ebury, David Brito.

Durante o fim de semana, assistimos a uma intervenção das autoridades norte-americanas, e ainda a compra do braço britânico do Silicon Valley Bank pelo HSBC.

“Acreditamos que a intervenção será suficiente para restaurar a tranquilidade aos depositantes dos bancos regionais dos EUA, e os mercados de câmbio voltarão a concentrar-se nos dados de inflação e na política do banco central”, sublinha David Brito.

O Diretor-Geral da Ebury destaca ainda à Executive Digest que esta semana será crítica, visto que o relatório de inflação do IPC de fevereiro é divulgado na terça-feira, seguindo-se da reunião do BCE de março na quinta-feira, “onde uma subida de 50 pb é amplamente esperada e dificilmente será prejudicada por problemas nos bancos americanos”.

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De acordo com a Ebury, “a economia europeia continua a superar as expectativas, assim como as pressões inflacionárias”, sublinhando que será quase certo o aumento de 50 pontos-base na reunião de março.

“Esperamos uma revisão em alta, nas expectativas da inflação core de 2023, uma conferência de imprensa mais hawkish e indicações claras de que outro aumento significativo está em cima da mesa, na próxima reunião”.

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