Além da história, cultura e arquitetura, os altos padrões de vida dos países da União Europeia, o sistema educacional e de saúde, levam os visitantes estrangeiros não apenas a visitar os países europeus por um curto período mas também a pensar em morar de forma permanente.
A oportunidade de morar e visitar todos os países da União Europeia sem visto, o acesso a planos de saúde nacionais acessíveis e o acesso a altos salários estão entre os principais motivos que levam um grande número de estrangeiros a viajar para os países do bloco por motivos profissionais.
Que países oferecem os maiores salários mínimos?
Os salários mínimos nos países da União Europeia são diferentes – por vezes com diferenças muito significativas -, o que leva os trabalhadores estrangeiros a pensar em que país lhe oferece as melhores oportunidades.
De acordo com os números fornecidos pelo Eurostat, os salários mínimos nos países da União Europeia variaram entre os 399 euros na Bulgária e os 2.387 euros por mês no Luxemburgo, segundo referiu o site ‘SchengenVisaInfo.com’.
“A 1 de janeiro de 2023, 22 dos 27 Estados-Membros da União Europeia tinham um salário mínimo nacional, incluindo Chipre. Os países da União Europeia sem salário mínimo nacional são: Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia e Suécia. Os salários mínimos mensais variam amplamente entre os Estados-membros”, apontou o organismo europeu, em comunicado.
Tendo em conta o nível dos seus salários mínimos mensais brutos aplicáveis nos países da UE a 1 de janeiro, podemos classificar em três grupos principais os países da UE:
– os países com salário mínimo nacional acima de 1.500 euros incluem Luxemburgo, Alemanha, Países Baixos, Irlanda e França. Os salários mínimos nacionais variam neste grupo entre os 1.709 euros em França e 2.387 euros no Luxemburgo.
– países com salário mínimo nacional entre 1.000 e 1.500 euros por mês, incluindo Espanha (1.167 euros) e Eslovénia (1.203 euros)
– salário mínimo nacional inferior a mil euros mensais: Portugal, Chipre, Malta, Grécia, Lituânia, Estónia, Chéquia, Croácia, Letónia, Hungria e Bulgária.
Segundo o Eurostat, todos os países candidatos à UE têm um salário mínimo que os integra no grupo 3 – varia dos 298 euros na Albânia aos 532 euros no Montenegro.
Quantos cidadãos não pertencentes à UE estão a trabalhar atualmente em países da UE?
Segundo o Gabinete Europeu de Estatística, em 2021, a taxa da UE em idade ativa para cidadãos de países não europeus foi de 70%, em comparação com 78,9% para os nacionais e um total de 81,5% para cidadãos de outros países da UE.
A mesma fonte revelou que residentes nos países da UE em 2021 com entre 20 e 64 anos, 59,1% dos cidadãos de fora da UE estavam empregados, muito menos do que para pessoas de outros países da UE (74,4%) e nacionais (74%).








