UE aprova primeiras sanções por violação de direitos das mulheres

Regulamento, adotado em vésperas do Dia Internacional da Mulher, entra em vigor após publicação no Jornal Oficial da UE

Executive Digest com Lusa

A União Europeia (UE) aprovou hoje os primeiras sanções a seis pessoas e três entidades por violações dos direitos das mulheres e violência sexual, segundo o documento a que a Lusa teve acesso.

A lista inclui os ministros talibã do Afeganistão do ensino superior e da moralidade, três responsáveis russos pela polícia e forças armadas, dois responsáveis por milícias no Sudão do Sul, um vice-ministro birmanês, que veem os seus bens na UE congelados e ficam impedidos de viajar para o espaço comunitário.



A prisão feminina de Qarshak, no Irão, a Guarda Republicana síria e o Gabinete do Chefe de Assuntos de Segurança Militar da Birmânia (Myanmar) são as primeiras entidades a contar da lista de sanções e às quais as empresas da UE não poderão prestar serviços.

O Conselho da UE realça, no documento, que “combater e eliminar quaisquer formas de violência contra mulheres requer políticas coordenadas a todos níveis relevantes e uma abordagem abrangente”.

O uso estratégico de medidas restritivas, consideram os Estados-membros, “reforça esta abordagem, aumentando a pressão para prevenir novas violações e abusos” e insere-se no regime de medidas restritivas a violação dos direitos humanos.

O regulamento, adotado em vésperas do Dia Internacional da Mulher, entra em vigor após publicação no Jornal Oficial da UE.

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