Os fundos de investimento tinham emitido 34.900 milhões de euros de unidades de participação no final de dezembro, menos 1.600 milhões de euros que em 2021, interrompendo três anos de crescimento, divulgou hoje o BdP.
“Depois de três anos de crescimento do setor, os fundos de investimento tinham emitido 34.900 milhões de euros de unidades de participação no final de 2022, menos 1.600 milhões do que no final de 2021”, refere o Banco de Portugal (BdP) numa nota divulgada hoje no seu portal.
Segundo o banco central, esta redução foi “maioritariamente explicada pelo facto de o montante de unidades de participação amortizadas ter superado em 1.400 milhões de euros o montante emitido”.
Os fundos imobiliários e os fundos de obrigações foram os que mais unidades de participação amortizaram, com 1.000 milhões de euros e 900 milhões de euros, respetivamente. Por sua vez, nos fundos de ações, as emissões superaram as amortizações em 400 milhões de euros.
O BdP acrescenta que a desvalorização das unidades de participação foi mais expressiva nos fundos de obrigações (1.000 milhões de euros), de ações e nos fundos mistos (ambos com desvalorizações de 600 milhões de euros), estando “sobretudo relacionada com a desvalorização dos títulos de dívida e de capital detidos por estes fundos”.
O regulador assinala que os fundos imobiliários voltaram a ser a tipologia mais representativa do setor, correspondendo a 40% do total de ativos dos fundos de investimento no final do ano em análise, sendo seguidos por fundos de obrigações (23%) e os outros fundos (17%).
Em 2022, os particulares reduziram em 2.000 milhões de euros as suas aplicações em fundos de investimento, mas mantinham-se como principal setor investidor em fundos de investimento, detendo 50% do total de unidades de participação emitidas.
Numa análise à carteira dos fundos de investimento, em 2022 estes reduziram os seus depósitos e o investimento em ativos não financeiros em 1.200 milhões de euros e 700 milhões de euros, respetivamente, e aumentaram o investimento em títulos de capital (em 400 milhões de euros) e títulos de dívida (100 milhões de euros).
No final do ano anterior, os fundos de investimento tinham emitido 35.500 milhões de euros de unidades de participação, o valor mais elevado desde janeiro de 2008.









