“Tenho esperança de que estejamos numa trajetória descendente para a taxa de inflação”, diz Vice-Governadora do Banco de Portugal

Em entrevista no contexto da Conferência “Acessibilidade à Habitação em Portugal” a Vice-Governadora do Banco de Portugal Clara Raposo falou sobre o papel do regulador para as famílias e habitação e o papel da inflação neste momento.

Beatriz Cavaca

Em entrevista no contexto da Conferência “Acessibilidade à Habitação em Portugal” a Vice-Governadora do Banco de Portugal Clara Raposo falou sobre o papel do regulador para as famílias e habitação e o papel da inflação neste momento.

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Recordando que o papel do Banco de Portugal é macro providencial, sublinhou que a preocupação da instituição é evitar “que os riscos se acumulem, garantindo que quer as famílias acedem a créditos para os quais estão preparadas e tem capacidade financeira para cumprir os compromissos que estão a assumir e conseguem organizar a sua vida de forma confortável financeiramente”. Da mesma forma, “garantir que os bancos, as entidades que concedem créditos, efetivamente tem um risco controlado nos créditos que estão a conceder às famílias”.

De seguida, recordou as medidas que o regulador tem tomado desde 2018 para colmatar as dificuldades das famílias no acesso ao crédito à habitação e salientou que é feito constantemente o acompanhamento destas determinações. Disse também que neste momento “um dos grandes objetivos do Banco de Portugal, tal como em todo o eurosistema é regressarmos a níveis de taxa de inflação que estejam mais controlados dentro daquela meta do médio prazo dos tais 2%”.

Sobre o pico da inflação, espera que já tenha passado e diz que nos últimos meses “já se encontra uma descida da inflação”. “Tenho esperança, para além de expetativa, de que estejamos numa trajetória descendente com alguma solidez para a taxa de inflação”, refere.

Por fim, deixa um aviso particular para quem quer contrair créditos à habitação e pede “as famílias que procuram créditos à habitação fazerem de facto bem as suas contas, e os bancos que estão a analisar os pedidos de crédito serem realistas ao momento especial que estamos a viver”.

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