Fed alivia travão e BCE vai em sentido contrário, mas “ambiente deverá permanecer euro-positivo”, diz Diretor-Geral da Ebury

As reuniões da semana passada dos bancos centrais comprovaram as expetativas dos especialistas, com as taxas a aumentarem de acordo com as expectativas do mercado que interpretou as comunicações como sendo maioritariamente dovish.

André Manuel Mendes

As reuniões da semana passada dos bancos centrais comprovaram as expetativas dos especialistas, com as taxas a aumentarem de acordo com as expectativas do mercado que interpretou as comunicações como sendo maioritariamente dovish.

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No que respeita aos mercados cambiais, o relatório do mercado de trabalho dos EUA para janeiro acabou com todas as expectativas e, na sexta-feira, fechou em alta as taxas de juro e o dólar. Neste cenário, o mercado de trabalho dos EUA parece não estar a sofrer com todo o aperto da Reserva Federal norte-americana (Fed), estando inclusive num movimento ascendente.

David Brito, Diretor-Geral da Ebury, explica à Executive Digest que o dólar superou o desempenho do G10 na semana passada, mas as moedas dos mercados emergentes resistiram bastante bem, especialmente as da Ásia que estão a beneficiar do fim das políticas de COVID zero na China.

“Com a Fed pronta a aliviar o travão enquanto o BCE continua o movimento contrário, o ambiente deverá permanecer euro-positivo, apesar da retração da semana passada. No entanto, a incerteza é elevada e todos os bancos centrais deverão analisar de forma muito próxima os próximos dados sobre a inflação”. Explica David Brito.

Para esta semana o foco deverá ser os discursos Fed, do BCE e do Banco de Inglaterra, esperando-se também a divulgação dos dados do IPC da China que, com o fim do lockdown devido ao Covid, espera-se que a inflação aumente rapidamente e convirja com os níveis de outros países.

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A Ebury considera ainda que a Zona Euro parece ter evitado a recessão no último trimestre de 2022, reflexo do aumento menos expressivo das taxas de juro em 50 pontos-base pela instituição liderada por Lagarde. “Em todo o caso, a chave nos próximos meses serão as impressões da inflação. O relatório de janeiro trouxe mais uma surpresa ascendente, com a inflação de base a permanecer sempre elevada, nos 5,2%”, sublinha.

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