No decorrer da cimeira da 24.ª União Europeia (UE) com a Ucrânia, que se realizou esta sexta-feira na capital da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia (CE) Ursula von der Leyen esclareceu que não existem “prazos rígidos” advertindo Kiev para a necessidade de atingir algumas metas antes de se tornar membro.
No final do evento, os líderes europeus reiteraram a vontade de concluir o processo de adesão da Ucrânia na UE, contudo admitiram ser pouco provável que aconteça rapidamente. Perante este pedido, o presidente do Parlamento Europeu Charles Michel frisou, que “o futuro da Ucrânia está na UE” e que “a Ucrânia e a UE são uma família”.
“A Ucrânia é a UE e a UE é a Ucrânia”, ressaltou Charles Michel ao assegurar que o futuro do país é “na nossa União Europeia comum”. Neste encontro, onde também o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky marcou presença, Bruxelas recordou que mantém a intenção de usar os bens congelados à Rússia, desde o início da guerra, para financiar a reconstrução do país.
Michel não deixou de destacar o apoio europeu no conflito com a Rússia, argumentando que “a UE não será intimidada pelo Kremlin” e continuará “determinada a ajudar o país a vencer no campo de batalha”. Porém, a atitude da UE é distinta quanto a uma adesão rápida, embora a Ucrânia tenha conseguido o estatuto de candidato oficial à adesão em junho de 2022.
“Não há prazos rígidos para a adesão, mas existem objetivos que têm de ser alcançados”, explicou von der Leyen ao lembrar que a União Europeia começou com seis membros em 1957 e, neste momento, são 27.
“Não há um modelo único, depende muito de cada país candidato. É preciso implementar reformas para depois se iniciarem as negociações de adesão”, mencionou congratulando a Ucrânia pela “precisão, qualidade e rapidez com que conseguiu responder aos requisitos necessários” para avançar no processo.
Nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia expressou a admiração que tem pelo país invadido e sublinhou que a UE vai apoiar “a sua rápida recuperação e a sua reconstrução”, acrescentando: “Faremos a Rússia pagar pela destruição brutal que está a causar”.
Ukraine is a true inspiration for Europe.
We will support your fast recovery and your reconstruction.
And we will make Russia pay for the brutal destruction it is causing ↓ https://t.co/IAtQqMWing
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 3, 2023
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 é justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. Esta invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.952 civis mortos e 11.144 feridos, ao notar que estes números estão muito aquém dos reais.












