Foi um ano “muito difícil” para a Gazprom, admite presidente do conselho de administração

O presidente do conselho de administração da companhia de energia russa Gazprom Alexei Miller admitiu que este foi “um ano desafiante”, uma vez que a empresa procura novos mercados na sequência das sanções internacionais.

Beatriz Maio

O vice-ministro de energia russo e presidente do conselho de administração da companhia de energia russa Gazprom Alexei Miller admitiu, esta quarta-feira, que este foi “um ano desafiante”, uma vez que a empresa tem procurado novos mercados na sequência das sanções internacionais após a Rússia ter lançado uma ofensiva militar à Ucrânia.

“Quero dizer desde já que 2022, naturalmente, se revelou muito, muito difícil”, destacou Miller ao notar uma “mudança total nos mercados energéticos”,  durante uma conferência de fim de ano, realizada numa altura em que as tensões aumentam entre a Rússia e o Ocidente.



Apesar de reconhecer adversidades ao longo dos últimos 10 meses, desde que o presidente russo Vladimir Putin ordenou ao seu exército a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro, o vice-ministro de energia russo salientou que a Gazprom continua a operar de uma forma “muito bem coordenada”, segundo o site A News.

Em 2021, a Rússia era o maior fornecedor de gás para os 27 países da União Europeia (UE), contudo após o início do conflito, a UE reduziu drasticamente as suas importações de gás natural russo.

Atualmente, a Gazprom é responsável por 11% da produção mundial de gás natural e possui as maiores reservas de gás do mundo. A perda dos seus atuais compradores levou a Rússia a procurar mercados alternativos, particularmente na Ásia.

Perante esta adaptação, Miller saudou o lançamento do campo de gás Kovykta na Sibéria na semana passada, o que vai aumentar significativamente as exportações para a China. “O gasoduto ‘Poder da Sibéria’ está agora em funcionamento em toda a sua extensão de mais de três mil quilómetros”, divulgou.

Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém as Nações Unidas admitem que será elevado.

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