Fecho de maternidades pode levar a contestação nas ruas: 25% dos portugueses admite protestar contra a decisão, revela sondagem

Mais de três quartos dos portugueses mostraram-se ainda contra a medida que pode vir a ser tomada pelo Governo. em 2023. O tema está a ser analisado pelo novo diretor-executivo do SNS, Fernando Araújo, e pelo Ministério da Saúde

Revista de Imprensa

Um eventual encerramento de maternidades públicas pode levar a protestos de 25% dos utentes, apontou esta sexta-feira uma sondagem Aximage para o ‘Diário de Notícias’: mais de três quartos dos portugueses mostraram-se ainda contra a medida que pode vir a ser tomada pelo Governo. em 2023. O tema está a ser analisado pelo novo diretor-executivo do SNS, Fernando Araújo, e pelo Ministério da Saúde.

No entanto, os resultados da sondagem são esclarecedores: 78% dos portugueses discordam de um possível fecho, 14% concorda e 8% não partilhou a sua opinião. Entre os diretamente penalizados pelo encerramento, 81% das mulheres discordam e 11% mostrou-se favorável à decisão. Entre os homens, 74% não querem qualquer encerramento e 19% responderam que sim.

A pergunta “se viesse a ser encerrada uma maternidade na sua região, como reagiria?”, 34% respondeu que aceitaria uma alternativa dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 30% iriam escolher uma unidade privada, 25% admitiu participar em protestos ou manifestações. Entre os que escolheram ações de luta, os homens e os jovens adultos (entre os 18 e 34 anos) foram os mais ‘entusiastas’.

As urgências hospitalares têm, num passado recente, estado sob pressão: os portugueses foram questionados sobre os seus comportamentos, em caso de doença moderada: 48% recorre à linha SNS24, 13% procura uma consulta num centro de saúde – já 11% desloca-se às urgências de um hospital público e 10% vão à urgência de um hospital privado. Houve ainda 3% que reconheceu que liga para o INEM.

Os centros de saúde ganham prevalência se a resposta nos cuidados primários for atempada: 75% dos inquiridos vai ao centro de saúde, 12% garantiu continuar a preferir uma urgência privada e 9% uma urgência de um hospital público.

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Por último, a pandemia da Covid-19 ainda está presente nos portugueses: dois terços dos inquiridos entendem que as medidas do Ministério da Saúde são suficientes, embora 25% tenha admitido que só usará máscara se for obrigatório. Também 36% dos inquiridos garantiu que vão colocar máscara se tiverem sintomas de doença respiratória para não contagiar outas pessoas e 29% reconheceu ainda usar máscara em transportes públicos ou locais com muita gente.

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