Ómicron. Subvariante BF.7 é responsável pelos últimos surtos na China: especialistas alertam ser mais infecciosa e difícil de detetar

Sintomas causados ​​pela BF.7 são semelhantes a outras subvariantes Ómicron, principalmente nos sintomas respiratórios superiores

Francisco Laranjeira

Os mais recentes casos da Covid-19 na China, sobretudo em Pequim, são responsabilidade da subvariante da Ómicron, a BF.7, que as autoridades de saúde locais garantem ser mais infecciosa e difícil de detetar, embora menos letal do que as anteriores mutações do vírus.

A Ómicron BF.7 foi detetada em setembro último e é diferente das outras subvariantes que circulam em outras partes da China. Comparada com as variantes BA.1, BA.2 e BA.5 detetadas anteriormente, a BF.7 tem mais capacidade de escape imunológico, um período de incubação mais curto e uma taxa de transmissão mais rápida, relatou Li Dongzeng, especialista médico do Hospital Xiaotangshan de Pequim.



“O número básico de reprodução para a variante Delta é de entre cerca de 5 e 6. Já a BF.7 excede 10”, apontou. Ou seja, quanto maior a capacidade de transmissão da doença infeciosa, mais rápido aumenta o número de pessoas infetadas – a BF.7 em Pequim pode atingir entre 10 e 18,6 pessoas, segundo revelou o especialista.

Xu Wenbo, especialista do Centro de Controlo de Doenças da China, explica que a BF.7 é uma subvariante da terceira descendente subestirpe BA.5 da Ómicron. “O vírus é o nosso inimigo comum. Os Governos e profissionais estão também a otimizar as medidas de prevenção e o controlo com base nas suas características de mutação, transmissibilidade e patogenicidade, de modo a proteger em grande medida a vida e a saúde das pessoas”, garantiu.

Os sintomas causados ​​pela BF.7 são semelhantes a outras subvariantes Ómicron, principalmente nos sintomas respiratórios superiores: os pacientes podem ter febre, tosse, dor de garganta e outros sintomas, com uma minoria de casos a apresentar vómitos, diarreia, entre outros sintomas.

Os confinamentos de cidades inteiras, as quarentenas à chegada do estrangeiro e os testes quase diários à população são um dos rastilhos da atual onda de descontentamento popular na China.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.