França acusa Moscovo de usar energia como “uma arma de guerra” e prepara-se “para o pior cenário”

“Muito claramente, a Rússia está a usar o gás como arma de guerra e devemos preparar-nos para o pior cenário de uma interrupção completa do fornecimento”, garantiu a ministra de Transição de Energia de França, Agnes Pannier-Runacher

Francisco Laranjeira
Agosto 30, 2022
12:32

A França acusou Moscovo esta terça-feira de usar a energia como “uma arma de guerra”, depois de a Gazprom ter reduzido as entregas à Engie, uma das suas principais concessionárias, enquanto prepara para interromper os fluxos num importante gasoduto para a Alemanha.

“Muito claramente, a Rússia está a usar o gás como arma de guerra e devemos preparar-nos para o pior cenário de uma interrupção completa do fornecimento”, garantiu a ministra de Transição de Energia de França, Agnes Pannier-Runacher, em declarações à rádio ‘France Inter’.



Os Governos europeus procuram soluções para responder aos crescentes custos de energia para empresas e residências e encontrar alternativas ao abastecimento russo para armazenar para o inverno. A convicção europeia é que Moscovo esteja a elevar os preços do gás para tentar enfraquecer a determinação da UE pela invasão à Ucrânia, uma tática que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerou, na última segunda-feira, de terrorismo económico.

A Europa já foi avisada de que o abastecimento será reduzido nso próximos dias, depois do anúncio da Gazprom de fechar o gasoduto Nord Stream 1 durante três dias para a Alemanha para manutenção.

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, já pediu que as empresas elaborem planos de economia de energia até o próximo mês, alertando que serão as primeiras atingidas se França for forçada a racionar o fornecimento de gás e eletricidade.

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