China inicia hoje novos exercícios navais militares em seis áreas marítimas à volta de Taiwan

A China está a aumentar os exercícios militares em larga escala em torno da ilha autogovernada de Taiwan.

Simone Silva

A China está a aumentar os exercícios militares em larga escala em torno da ilha autogovernada de Taiwan, após a presidente do Congresso dos EUA, Nancy Pelosi, ter visitado Taipei, numa visita que revoltou Pequim.

Depois de dois dias de testes militares – que começaram na terça-feira, ainda antes da visita de Pelosi – o Exército de Libertação Popular (PLA) realiza entre hoje e domingo (4 a 7 de agosto) novos exercícios navais militares, de tiro real, em seis áreas à volta da ilha, revelou a agência de notícias estatal ‘Xinhua’.



“A RPC [República Popular da China], ao anunciar exercícios de tiro aéreo navais ao redor de Taiwan é evidente que procura uma resolução através do Estreito pela força em vez de meios pacíficos”, escreveu o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan no Twitter.

A tutela acrescentou ainda: “As atividades no nosso território são monitorizadas de perto pelo ROCMND [República da China, Ministério da Defesa Nacional] e merecerão a nossa resposta apropriada quando necessário.”

Os exercícios militares são uma “dissuasão severa” contra os Estados Unidos sobre Taiwan e um “sério aviso” para os apoiantes da independência de Taiwan, disse o general sénior Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental do PLA, em comunicado, citado pelo ‘Global Times’.

A China Central Television (CCTV) exibiu um vídeo que mostrava caças furtivos J-20 a participar nos exercícios de terça-feira à noite. Na quarta-feira, o Comando do Teatro Oriental disse que um exercício a envolver a Marinha, Força Aérea, Força de Foguetes, Força de Apoio Estratégico e Força de Apoio Logístico Conjunta ocorreu no ar e no mar ao norte, sudoeste e sudeste de Taiwan.

Nesses dois dias foram realizados vários exercícios, incluindo simulações de ataques marítimos e terrestres e esta quinta-feira arranca uma nova ronda à volta de Taiwan.

O Global Times informou que estes exercícios serão ainda maiores do que os que ocorreram em 1996, no período que antecedeu a reeleição do presidente Lee Teng-hui, que tinha visitado os EUA no ano anterior.

De recordar que a China reivindica soberania sobre a ilha e considera Taiwan uma província rebelde desde que os nacionalistas do Kuomintang se retiraram para lá, em 1949, depois de perder a guerra civil contra os comunistas.

Taiwan, com quem o país norte-americano não mantém relações oficiais, é uma das principais fontes de conflito entre a China e os EUA, principalmente porque Washington é o principal fornecedor de armas da ilha e seria o seu maior aliado militar em caso de conflito com o gigante asiático.

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