Portugal recebeu recentemente informação por parte das autoridades suíças de que os três ex-administradores do BPP, João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, têm na Suíça contas bancárias congeladas no valor total combinado de mais de 10,4 milhões de euros.
As informações chegaram às mãos da Justiça portuguesa em finais de junho, no seguimento de um pedido enviado à Suíça, por carta rogatória assinada pelo então juiz de instrução Carlos Alexandre, há 11 anos, em dezembro de 2010.
A conta de João Rendeiro, que faleceu no passado dia 13 de maio numa prisão na África do Sul, onde estava a ser julgado, será a que regista a maior quantia do trio de ex-administradores do BPP, com um montante de 9,2 milhões de euros.
As autoridades portuguesas sabem que agora que esses dois homens têm um total de sete contas em três bancos suíços: uma no HSBC e outras três no banco Pictet atribuíveis a João Rendeiro, e mais duas contas no banco Rothschild relacionadas com Fezas Vital e Guichard. Todas as contas estão atualmente congeladas.
A conta de Rendeiro no HSBC terá um montante de 7,7 milhões de euros, sendo que as outras três no Pictet registam um total acumulado de quase 1,5 milhões de euros. As contas nesse último banco terão sido abertas por Rendeiro em 1996.
Já quanto à conta atribuída a Fezas Vital no banco Rothschild, conterá uma quantia de 1,1 milhões de euros. A conta relacionada do Paulo Guichard, em nome da ex-mulher Cristina Isabel de Sousa de Guichard Alves, terá um saldo de 171 mil euros. Estes dois valores remontam a fevereiro de 2022.
Assim, no total, os três ex-administradores do BPP têm na Suíça um total superior a 10,4 milhões de euros, uma quantia cujo destino estará agora nas mãos da Justiça portuguesa.
Segundo avança o mesmo órgão de comunicação social, é muito provável que o dinheiro seja distribuído pelos credores, que esperam há bastante tempo pelo recebimento do pagamento das dívidas. Dados da comissão liquidatária do BPP identificaram a existência de seis mil credores que estariam à espera de receber cerca de 1,6 mil milhões de euros.











