Há cinco lugares do mundo que oferecem benefícios incomuns para combater falta de população

Governos decidiram tomar medidas e convidam estrangeiros a instalarem-se nas suas cidades mais desabitadas em troca de benefícios económicos

Francisco Laranjeira

O envelhecimento da população é um fenómeno que não passa despercebido, principalmente nos países da Europa e nos Estados Unidos. Em diversas nações, a baixa natalidade é preocupante pois, em poucas décadas, a diminuição da força de trabalho e o aumento dos gastos com cidadãos com mais de 65 anos podem ser uma combinação perfeita para causar uma crise económica.

Assim, já há ações por parte dos responsáveis: nos países em que este cenário se apresenta, os governantes decidiram tomar medidas externas e convidar os estrangeiros a se instalarem nas suas cidades menos populosas em troca de importantes benefícios, como bolsas de estudo, casas de baixo custo e oportunidades de trabalho, segundo revelou o jornal espanhol ‘El Economista’.



Molise, Itália

Segundo dados oficiais de 2021, a Itália é um dos países com a população mais velha do mundo, atrás apenas do Japão. Além disso, o país europeu também possui áreas onde vivem poucas pessoas e se a demografia mantiver esse caminho em algumas gerações as comunidades podem deixar de existir.

Um desses lugares é Molise, região localizada a leste de Roma, que há alguns anos oferece cerca de 26 mil euros aos estrangeiros que se instalam numa das suas 106 aldeias que precisam de ser repovoadas. O dinheiro é distribuído mensalmente em parcelas mensas de 740 euros. No entanto, as pessoas têm de fundar uma empresa ou um empreendimento para sustentar a economia da região.

Mishima, Japão

No Japão, mais de 28% da população tem mais de 65 anos. Em contraste, a taxa de natalidade mal chega a 8%. Diante dessa circunstância, o Governo teve de encontrar estratégias para que mais jovens vivessem nas suas cidades. Mishima é um desses casos.

A cidade, localizada ao sul do país, tem apenas 400 habitantes, por isso são convidados estrangeiros com menos de 55 anos. Para cumprir a transferência, oferecem 710 euros mensais. Se a pessoa que se muda for solteira, disponibilizam 600 euros mês durante os primeiros três anos. Se for casada, 710 euros mensais.

Pipestone, Canadá

Se estiver à procura de uma opção “mais próxima”, o Canadá pode ser a melhor opção. Pipestone é um municípiio localizado em Manitoba, que oferece bolsas que podem chegar até aos 18.500 euros para quem se estabelecer. Esse dinheiro deve ser usado para criar um negócio.

Além disso, a cidade disponibiliza terrenos por apenas 6 euros, onde pode construir uma casa.

Gormaz, Espanha

Esta pequena vila, localizada a 65 quilómetros da cidade de Soria, pode ser a alternativa preferida por muitos devido ao seu domínio da língua.

Segundo dados do INE, em 2021 apenas 21 pessoas viviam no concelho, pelo que a câmara municipal decidiu oferecer habitação em troca de estrangeiros que se encarregam dos bares da vila. Para saber mais sobre esta oportunidade, a cidade abriu um email para onde podem ser enviadas as candidaturas: gormaz@dipsoria.es.

Ottenstein, Alemanha

Este município, no distrito de Holzminden, doa terras. Sim, esta grande oferta chega depois de os jovens da região terem decidido em massa deslocar-se para as grandes cidades, despovoando gradualmente a comunidade.

Apesar de não pagarem para morar, com estes terrenos doados é possível construir uma casa. A condição é que o trabalho seja realizado em menos de três anos e que a família que se mude para lá tenha filhos.

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