A Alemanha finalmente deu luz verde ao transporte de tanques Leopard para a Ucrânia, notícia que os investidores aguardavam com expectativa devido às consequências que pode ter para os negócios da Rheinmetall, a fabricante desses tanques de guerra.
Segundo a ‘Bloomberg’, estes são os dez principais acionistas do grupo.
A BlackRock, a maior gestora de fundos do mundo, tem uma participação de 5,24% na Rheinmetall, detendo cerca de 80 mil ações, desde 8 de novembro, no valor total de 12,53 milhões de euros.
Acrescenta-se também a Wellington Management, uma empresa de investimentos com sede em Boston, fundada por Walter L. Morgan em 1928, que administra 1 bilião de dólares em ativos e tem 2.464 clientes. Possui uma participação de 5,08% na fabricante de tanques alemã depois de comprar quase 793.000 ações em agosto. A preço de mercado, este pacote de ações valia nessa altura 133,3 milhões de euros, embora a cotação acumule uma valorização de 31% desde então.
Já o Capital Group, um gigante entre as empresas de investimento, fundado em 1931 por Jonathan Bell Lovelace em Los Angeles, administra 2,7 biliões de dólares em ativos. Possui escritórios espalhados pelos principais países do mundo. Além disso, em 2014 tornou-se o segundo maior acionista da Endesa, depois da oferta pública de venda da empresa de eletricidade. Tem na Rheinmetall uma participação de 5,05%. O seu último movimento foi a aquisição de pouco mais de 888.000 ações em junho, cujo valor de acordo com a cotação de mercado era de 195,8 milhões.
A Vanguard, gigante de fundos de investimento, detém 3,53% do capital da Rheinmetall, depois de a 31 de dezembro do ano passado ter adquirido 340 mil títulos, então avaliados em 63 milhões. Junta-se ao grupo a Fidelity Investments, empresa liderada por Abigail Johnson e que controla 3,09% da Rheinmetall, um pacote de ações com valor de mercado de 295 milhões.
Destaca-se ainda a participação do EuroPacific Growth Fund, fundo comercializado pelo Capital Group, que entrou na Rheinmetall a 29 de junho de 2022, comprando 3,01% das ações. A este acrescenta-se o Dimensional Fund, uma empresa de investimentos americana com sede em Austin, Texas, fundada por David G. Booth em 1981, com escritórios na Europa e na Ásia. Foi pioneira na aposta no investimento passivo e gere atualmente mais de 500.000 milhões de dólares em ativos. A sua participação na Rheinmetall é de 2,99% desde agosto de 2019, quando vendeu um pacote de ações cujo valor de mercado na altura não chegava aos 800 mil euros. Atualmente, o total da sua participação está avaliado em 286 milhões.
Quase no fim desta lista, está o Fidelity International, a subsidiária da Fidelity para Europa e Ásia que tem outros 2,99% na Rheinmetall. A última movimentação na participação acionista da empresa ocorreu no dia 2 de janeiro deste ano, quando vendeu 7.300 ações, na época com valor de mercado de 1,2 milhões. Junta-se ainda o M&G Investments, empresa londrina listada na Bolsa de Valores de Londres desde a sua cisão da Prudential, controla 2,98% da Rheinmetall, cujo valor de mercado é atualmente de 285 milhões. A sua última operação com estes títulos remonta a 7 de dezembro de 2020, altura em que se desfez de cerca de 7.000 ações, avaliadas na altura em 550 euros.
Por último, o LSV Asset Management – grupo fundado em 1994 e sediado em Chicago – administrava em setembro de 2022 ativos no valor de 81 milhões de dólares de 350 clientes. Tem uma participação de 2,97% na Rheinmetall, cujo valor de mercado é de 284 milhões.
Quanto valorizou a empresa nos últimos dias?
O envio de tanques Leopard para a Ucrânia tornou-se o eixo das últimas discussões políticas a nível europeu nos últimos dias e, no meio deste debate, os investidores estavam ansiosos por saber o que isso significaria nas suas ações.
Após a confirmação do sinal verde da Alemanha para o envio de tanques para a Ucrânia e as expectativas de aumento da procura no curto ou médio prazo, a cotação das ações do fabricante alemão subiu para 232 euros, um novo recorde diário para o grupo. Já na reta final da sessão desta quarta-feira, os títulos fecharam nos 220,90 euros.
Apesar desta queda, o preço da Rheinmetall continua bem acima dos níveis registados no início da guerra na Ucrânia, quando o setor de Defesa se tornou uma das poucas exceções otimistas no mercado de ações europeu.
Nos últimos 12 meses, as ações da empresa valorizaram 144%, tendo a maior subida ocorrido em fevereiro de 2022, mês da invasão da Ucrânia pela Rússia. Esta febre investidora em material de guerra permitiu à empresa ascender a uma valorização bolsista de 9.566 milhões de euros.
A previsão é que esta tendência persista. Na sexta-feira passada, os analistas da UBS reviram em alta a recomendação relativamente à empresa do ramo da defesa, alterando-a de “neutra” para “comprar”, avaliando a empresa em 233 euros por ação. Dois dias antes, a 18 de janeiro, a empresa alemã recebeu uma avaliação ainda superior por analistas do Deutsche Bank, colocando-a em 250 euros por ação, equivalente a um potencial de valorização de 13% face ao preço atual por ação.
Quais as empresas que podem beneficiar mais com o fim da guerra na Ucrânia?










