No próximo dia 8 de setembro, há mais uma reunião do Banco Central Europeu (BCE) e há novas previsões para a movimentação das taxas de juro a cada dia que passa. O mais recente foi o Goldman Sachs, que prevê um aumento de 75 pontos base, depois dos dados desta quarta-feira que mostraram novos recorde na inflação da Zona Euro.
“Tendo em conta os dados de hoje sobre a inflação acima do esperado do que o esperado – juntamente com comentários hawkish e riscos ascendentes para o crescimento no curto prazo – esperamos agora que o Conselho do BCE aumente [as taxas de juro] em 75 pontos base na reunião de setembro”, disse o banco norte-americano numa nota a que a ‘Reuters’ teve acesso.
Relativamente a perspetivas mais longínquas, os analistas do banco preveem que as taxas atinjam o pico de 1,75% em fevereiro do próximo ano.
Para além do Goldman Sachs, outros bancos, como o Nordea e o Danske Bank, já expressaram as previsões de um aumento das taxas em setembro na mesma magnitude.
Estas previsões são divulgadas depois das notícias da semana passada de que alguns dos responsáveis de política monetária do Banco Central Europeu querem discutir um aumento das taxas de juro de 75 pontos base na reunião de setembro, mesmo com os riscos de recessão, devido às perspetivas de inflação que se estão a agravar.
A informação foi avançada por fontes próximas do assunto à ‘Reuters’, depois de o organismo ter aumentado em 50 pontos base as taxas de juro em julho.
A intenção não foi defendida publicamente por nenhum responsável e uma das fontes, que pediu para não ser identificada, explicou que não vai “necessariamente apoiar 75 pontos base, mas não há razão para não ser discutida”, acrescentando que “se a Fed o fez, não há razão para não o colocarmos, pelo menos, em cima da mesa”.




